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METEREOLOGIA
Chuva no litoral e mata será 30% menor este ano

As chuvas no litoral e Zona da Mata vão sofrer uma redução de 20% a 30% este ano. A previsão, do Departamento de Hidrometeorologia da Secretaria de Recursos Hídricos, estende-se para parte das microrregiões de Garanhuns e Vale do Ipojuca, sendo válida para o período de abril a agosto.

A redução incide sobre a média da região, que é de cerca de 1.200 milímetros (mm) para o período chuvoso, explica a gerente do departamento, Francis Lacerda. "Deverá chover aproximadamente 70% desse valor", diz a meteorologista. Francis não considera o déficit hídrico alarmante, "levando-se em conta grande quantidade de chuvas normalmente registrada na área".

A maior concentração das chuvas está prevista para o período de maio a julho. A diminuição, segundo Francis Lacerda, deve-se a um resfriamento nas águas superficiais do Oceano Pacífico natural do Nordeste. A temperatura está cerca de meio grau abaixo da média, que é de 28 graus, e há previsões de que continue diminuindo. "Isso reduz a evaporação da água do mar, conseqüente há menor quantidade de nuvens", esclarece.

As condições do vento, responsáveis pelo transporte das nuvens para o continente, também estão desfavoráveis. "Mas só em abril essa situação estará climatologicamente definida", adianta a meteorologista.

No Semi-árido, o prognóstico também é de diminuição das chuvas. O Sertão deverá registrar este ano uma seca verde, que se configura quando as águas das chuvas garantem a germinação, mas não a frutificação das plantas. Em algumas áreas não há seca verde, a exemplo da Chapada do Araripe, onde está se colhendo feijão.

A diminuição das chuvas, que são em média 600 milímetros anuais para a região, será da ordem de 30 a 40%, de acordo com Francis. "A partir de maio haverá estiagens prolongadas e chuvas esporádicas", diz. O período chuvoso, também chamado de quadra chuvosa, no Semi-árido pernambucano, é de janeiro a abril.

O prognóstico é realizado com a ajuda dos modelos computacionais do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (Ceptec/Inpe), de São Paulo. Para analisar novos dados e reavaliar a previsão, meteorologistas de todo o Nordeste estarão reunidos no próximo mês, na Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

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Jornal do Commercio
Recife - 24.03.99
Quarta-feira