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ENERGIA Setor elétrico terá novo modelo de venda BRASÍLIA - O governo vai mudar a modelagem de privatização das empresas federais de geração de energia. A idéia do governo é dividir a Eletronorte em três empresas e não vender mais as usinas de Itaparica, em Pernambuco, e Sobradinho, na Bahia. O Ministério de Minas e Energia explicou ontem que será enviada amanhã uma proposta ao Conselho Nacional de Desestatização (CND) para "adequar o modelo de privatização do setor elétrico brasileiro ao conceito de desenvolvimento auto-sustentado". A decisão do governo foi tomada em reunião dos ministro Rodolpho Tourinho (Minas e Energia), Celso Lafer (Desenvolvimento), Orçamento e Gestão (Paulo Paiva) e Clóvis Carvalho (Casa Civil), todos membros do CND. Na semana passada, o governo já havia adiado a Assembléia Geral Extraordinária (AGE) de Furnas, Chesf e Eletronorte, que decidirá a cisão destas empresas. Segundo a nota do Ministério de Minas e Energia a proposição "procura assegurar que os futuros investidores estarão comprometidos com a expansão do Sistema Elétrico do País criando empreendimentos de geração de energia". As principais mudanças devem ocorrer na modelagem de venda da Chesf e da Eletronorte. No caso da Chesf, o CND deverá aprovar a permanência no governo das usinas e dos reservatórios de água de Itaparica e Sobradinho, "até que seja definida uma política de uso dos recursos hídricos do País". A decisão dos ministros, segundo a nota, deve-se à questão do uso e disponibilidade da água para o consumo humano e atividades de irrigação. No caso da Eletronorte, o Governo, que pretendia privatizar a geradora como uma empresa só, admite agora dividir a empresa em três. Um deles será o sistema elétrico que reúne os Estados do Acre e Rondônia. Segundo o Ministério, este sistema será viabilizado com a introdução do gás natural na matriz energética. Este gás será adquirido em Manaus e Porto Velho, "a preços que permitam a geração de energia com custos competitivos", o que deve eliminar a necessidade de subsídios. Para o sistema elétrico de Boa Vista, em Roraima, os ministros entendem que ele se tornará economicamente viável com a conclusão da linha de transmissão que une a capital de Roraima à usina de Guri, na Venezuela. |
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