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SOFTWARE Mantenha livre seu HD. Mas do jeito certo por FABÍOLA
BLAH A cada vez que você entra na Internet, não resiste em dar uma passadinha naquele site favorito para procurar os programas mais recentes ou interessantes. Gratuitos, versões beta, sharewares, hoje a Rede possui os tipos mais variados de softwares, que agradam tanto aos usuários inexperientes como àqueles mais fanáticos. Depois de se cansar de um determinado programa, muita gente simplesmente abre o Windows Explorer, seleciona a pasta em questão e aperta o botão "delete", crente que está limpando o disco rígido. Por um lado, isso não deixa de ser verdade - só que esse não é o método mais correto de recuperar os bytes de seu winchester. As versões mais recentes do Windows trazem um assistente que é o modo mais eficaz de eliminar um software. Acessando o Painel de Controle, clique no ícone "Adicionar ou Remover Programas". Através desse recurso, o próprio sistema se encarrega de eliminar da sua máquina todos os arquivos que se referem a um determinado aplicativo, sem deixar vestígios. Aqui cabe uma explicação: quando um software é instalado num computador, além de criar arquivos no diretório próprio onde se localiza, o programa opera algumas modificações no sistema. É comum a inclusão de fontes, ícones na área de trabalho e na barra de tarefas, registro de arquivos .INI e cópia de arquivos .DLL. Esses últimos são espécies de bibliotecas públicas, podendo ser consultadas por mais de um programa. É por isso que cada software instala o mesmo arquivo - quando um programa for desinstalado, a DLL deve permanecer para não prejudicar o funcionamento dos outros. PREJUDICIAL - "A maioria dos leigos simplesmente apaga o diretório onde foi instalado o programa, sem saber que esse método é o mais incorreto e o mais prejudicial", explica o especialista em hardware Gabriel Torres. "A simples remoção do diretório do programa não retira os arquivos com extensão ini e ddl que o software cria quando colocado no computador", diz ele. Além da função disponível dentro do próprio Windows, alguns programas trazem aplicativos internos para sua retirada, os chamados uninstall. Através desses mecanismos, o programa se "auto-deleta", retirando todos os arquivos que ele trouxe consigo, sem perigo de apagar módulos extras ou deixar algum lixo digital perdido entre os diretórios. DOR-DE-CABEÇA - Esses resíduos podem vir a prejudicar o funcionamento da máquina, na medida em que ocupam espaço que deveria estar livre, permitindo um melhor desempenho do computador. "Além de ficar tomando os bytes livres do disco rígido, os arquivos que ficam perdidos podem travar o micro e causar erro na hora da inicialização de algum programa. O Virus Scan, por exemplo, que normalmente é executado quando o usuário liga o computador, pode ser prejudicado", afirma o diretor técnico da Moura Informática André Grizzi. A presença do dispositivo "uninstall" em determinados programas varia de acordo com o desenvolvedor, na opinião do técnico Márcio Costa, da Suportec Informática. "Não há uma regra no mercado de informática que obrigue as empresas a incluir o uninstall em todos os programas", diz Costa. "De acordo com a linguagem utilizada para criar o software, o desenvolvedor inclui ou não esse aplicativo", explica. |
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