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MERCADO II Decisão deixa em rebuliço mercado de provedores Ter a Embratel como concorrente e fornecedora de tecnologia é uma novidade que divide as opiniões dos donos de provedores de acesso. Segundo Luís de Barros, diretor da Nlink, com cerca de 1.300 assinantes, "para que a Embratel passe a ser concorrente, é preciso que se crie algum mecanismo de proteção aos donos e usuários de provedores caso a empresa de telecomunicações obtenha novas tecnologias e não queira repassá-las", diz. Aisa Pereira, diretora do provedor de acesso Cyberland - hoje com quase 460 assinantes -, não acredita que a Embratel pense realmente em mudar de estratégia. Para ela, o nicho de mercado que ela hoje explora como provedor de backbones para as empresas de acesso já é muito lucrativo: "A Embratel terá que concorrer com outros provedores muito mais capacitados para prestar um serviço de qualidade e acessível". Segundo Aisa, a Embratel terá que estar preparada para atrair consumidores exigentes, que não aceitarão preços altos como acontece atualmente com os provedores de acesso, obrigados a aceitar os valores cobrados pelos seus serviços ainda por conta do monopólio privado. "Será complicado concorrer com quem lhe fornece um serviço. Se não houver um controle, a coisa pode ficar desleal", afirma Caio Correa, diretor financeiro da Interway, provedor de acesso com cerca de 340 assinantes. Já o Iteci - que tem 30 empresas-clientes, com 400 contas - se mostra mais tranqüilo sobre a possibilidade de ter a Embratel como concorrente. "Nossa preocupação é sobre a forma com que a empresa vai cobrar o acesso. Afinal, os valores da maioria dos provedores hoje incluem também os preços cobrados pela Embratel pela concessão de seus backbones", argumenta o diretor de Internet da companhia, Ricardo Almeida. Para ele, se os preços puderem ser equivalentes, a nova concorrente vai até incrementar o mercado e incentivar a concorrência. |
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