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ATENTADO II
Partidos políticos e movimentos sindicais pedem renúncia de Cubas

O Congresso, os partidos políticos e representantes da sociedade civil do Paraguai responsabilizaram ontem o presidente Raul Cubas pelo assassinato de seu vice Luis Maria Argaña. Em um comunicado público, o Congresso culpou "deste crime político o presidente Cubas em cumplicidade com o golpista Lino Oviedo".

Em seu pronunciamento, os congressistas denunciaram que o assassinato "é parte de um plano terrorista do Poder Executivo... para (instaurar) um governo ditatorial". O presidente do Congresso, Luis González Macchi, respondeu afirmativamente quando perguntado se este crime fora ordenado por Oviedo.

Imediatamente após o anúncio da morte de Argaña, os políticos que fazem oposição a Raul Cubas passaram a exigir com veemência a renúncia do presidente paraguaio.

"Exigimos a renúncia imediata de Cubas", gritava na frente do Sanatório Americano, o hospital de Assunção onde jazia o corpo de Argaña, o senador argañista Juan Carlos Galaverna. "Ele (Cubas) e seu amigo criminoso Lino Oviedo são os responsáveis por esse atentado".

Inconformado, aos berros, Galaverna criticou também o governo brasileiro. "Enquanto Fernando Henrique Cardoso prepara uma condecoração para Cubas, aqui esse inútil filho da p... desgoverna e protege um bandido como Oviedo".

Ainda na frente do hospital, grupos compostos por centenas de populares seguidores de Argaña começaram a reclamar aos gritos "Cubas, assassino!" Um desses grupos entrou em choque com partidários de Oviedo.

Em meio à instabilidade política, além de o Congresso ter se declarado em sessão permanente, organizações camponesas e sindicais convocaram uma greve geral de protesto contra o presidente.

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Jornal do Commercio
Recife - 24.03.99
Quarta-Feira