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IUGOSLÁVIA Otan recebe ordens para o ataque BRUXELAS - O secretário-geral da Otan, Javier Solana, anunciou ontem à noite que deu ordem para o início dos ataques aéreos contra a Iugoslávia, de acordo com a decisão dos 19 membros da Aliança Atlântica. "Acabo de dar instruções ao comandante supremo das forças aliadas na Europa, o general norte-americano Wesley Clark, para o início das operações aéreas contra a República Federal da Iugoslávia (RFY)", disse Solana. "Todos os esforços realizados para alcançar uma solução política negociada para a crise na província de Kosovo fracassaram. Não há outra saída que recorrer a uma ação militar". Segundo alguns diplomatas, os bombardeios aéreos devem começar hoje, serão pesados e empregarão mísseis cruise. Por outro lado, o governo iugoslavo proclamou ontem o estado de guerra iminente, segundo anunciou o primeiro-ministro Momir Bulatovic. "A decisão foi adotada devido a ameaças de agressões da Otan e entra em vigor imediatamente", frisou Bulatovic. O premiê também afirmou que o governo adotou a decisão "conforme a Constituição e depois de consultas com o presidente iugoslavo, Slobodan Milosevic e o presidente da Câmara Baixa do Parlamento iugoslavo, Milomir Minic. "Iugoslávia está exposta a ameaças da Otan, o que é contrário às normas do direito internacional e uma ameaça de agressão direta contra um Estado soberano", declarou Bulatovic. Pouco antes, o emissário americano Richard Holbrooke havia anunciado o fracasso da sua missão junto ao presidente Milosevic para que aceite um acordo de paz para Kosovo. "A Otan passará à ação depois do fracasso da missão de Holbrooke", indicaram ontem, em Bruxelas, fontes diplomáticas, acrescentando que os bombardeios contra alvos sérvios podem começar hoje. O enviado dos EUA anunciou que suas conversas com o presidente iugoslavo em Belgrado não terminaram bem. Milosevic rechaçou qualquer compromisso sobre um cessar-fogo no Kosovo e uma possível mobilização de tropas da Otan na província, declarou. Com a iminência de um ataque da Otan, Estados Unidos, Grã-Bretanha, Alemanha, Finlândia e Dinamarca decidiram fechar as suas representações diplomáticas em Belgrado. "A crescente violência das forças sérvias em Kosovo junto com a negativa de Belgrado de dar seu acordo à proposta de paz, que inclui uma supervisão militar da Otan, aumenta a probabilidade da ação militar", disse o porta-voz do Departamento de Estado, James Rubin. |
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