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SENADO
ACM obtém apoio para instalar CPI do Judiciário

BRASÍLIA - O presidente do Congresso, senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), conseguiu ontem o apoio de 27 senadores para o seu requerimento que pede a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar as irregularidades do Poder Judiciário. Para aprovar o requerimento será preciso a assinatura de pelo menos um terço dos integrantes da casa, ou seja 27 dos 81 senadores. O requerimento deve ser apresentado ao plenário amanhã.

"O PFL irá apoiar a CPI", garantiu o vice-presidente do partido, senador José Jorge (PE). "Só no PFL já são 21 assinaturas; e com isso fica faltando apenas outras seis o que não é difícil entre os senadores carlistas de outras legendas", contabilizava José Jorge. Mesmo que os outros partidos aliados - como o PMDB e o PSDB - não apoiem formalmente a criação da CPI, as bancadas serão liberadas para votar pela proposta de ACM.

Dentro do PMDB, a CPI está sendo recebida com cautela. O líder e presidente do partido, senador Jáder Barbalho (PA) disse que irá reunir o partido depois do pronunciamento de ACM para tomar uma decisão. Mesmo assim, para Jáder, a criação da CPI já é certa. Mas o apoio é dado com certo contrangimento.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Sepúlveda Pertence disse ontem estar preocupado com "as conseqüências institucionais" das críticas ao Judiciário feitas por ACM.

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Wagner Pimenta, justificou ontem que o aumento das despesas do Poder Judiciário de 1987 a 1998 em mais de sete vezes deve-se "em grande parte" à Constituição Federal de 1988, pela criação de vários tribunais e aumento do número de integrantes das cortes federais.

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Jornal do Commercio
Recife - 24.03.99
Quarta-feira