LG_jc.gif (3670 bytes)

VIOLÊNCIA
Delegado de Floresta já tem um suspeito do crime contra Novaes

O delegado de Floresta, Epanimondas Tavares, assumiu, ontem, sob clima de grande sigilo, as investigações sobre o assassinato do agricultor Vital Bezerra Novaes, 28, por volta das 17h de anteontem, no centro da cidade. O crime ocorreu em frente a uma oficina mecânica, na rua Teófanes Torres, para onde Novaes tinha levado seu carro, quando um homem não identificado chegou de repente, efetuando 16 disparos de pistola 380. Oito tiros o atingiram na cabeça. Apesar de o chefe de Polícia Civil do Estado, Manoel Carneiro, ter confirmado a existência de um suspeito da família Ferraz, Tavares não revelou o nome, nem confirmou a ligação do crime à histórica briga das famílias, que já causou mais de 20 mortes em Floresta.

Vital Novaes era irmão de Deneilson Novaes, atualmente foragido e acusado de ter assassinado, em 92, o então prefeito Francisco Ferraz Novaes e os comerciantes Lúcio Flávio Menezes e Danilo Novaes, em 97. Apesar do nome, ele não tinha parentesco próximo com o ex-deputado estadual Vital Cavalcanti Novaes, que mora no Recife. As primeiras testemunhas ouvidas foram os irmãos gêmeos Osair e Odízio Souza, 30, donos da oficina onde ocorreu o crime. Eles disseram que, ao ouvirem os primeiros tiros, correram para os fundos da oficina sem identificar o criminoso. Vital estava trocando os pneus do carro quando foi alvejado pelo assassino, que saiu a pé do local, em rua movimentada.

Segundo o delegado, na cidade impera a lei do silêncio. "Há várias possibilidades, não dá para relacionar o crime com a briga de famílias", disse, sem informar se a vítima tinha antecedentes criminais. Nos próximos dias, ele deve ouvir os parentes, entre eles, a esposa, Sandra Novaes. "No momento a família está toda no Maranhão, para onde o corpo foi levado para o sepultamento". Há vários anos os pais, Manoel e Elvira Bezerra Novaes, se mudaram para o Maranhão, mas Vital foi o único filho que permaneceu na cidade natal. O delegado descartou a possibilidade de ser iniciada nova onda de crimes na cidade "porque o policiamento foi reforçado".

_______________________________


Jornal do Commercio
Recife - 24.03.99
Quarta-feira