![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
CURSOS Salão do Estudante atrai milhares de pessoas Hoje, se o dólar voltasse para os níveis de dois meses atrás, pelo menos um setor veria as vendas explodirem: o de cursos no exterior. A prova de que os brasileiros ainda não querem acordar do sonho de colocar um diploma internacional no currículo foi o Salão do Estudante 99, que aconteceu na última terça-feira, no Centro de Convenções. Transferir o local da feira do pavilhão superior, onde se realizou no ano passado, para o inferior (maior) não foi suficiente para evitar as filas, o calor e aperto do público entre os 68 estandes de 110 instituições de ensino de 10 países. Esta está sendo a quinta edição do Salão e foi a segunda no estado. Além da capital pernambucana, a feira já se realizou em São Paulo e Porto Alegre e irá para Salvador, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba. Só nas capitais paulista, carioca e paranaense, o evento se realiza durante dois dias. Recife pode ser a próxima onde será necessária a ampliação da feira. "No ano passado, recebemos quase 7 mil pessoas. Ainda não levantamos o público deste ano, mas já fizemos um levantamento de mais de 9 mil pessoas", informou a sócia-diretora da C&S Associadas, Lourdes Spínola, que organiza o evento. Para quem quer estudar no exterior, o Salão do Estudante reuniu um dos maiores arsenais que já se viu. Entre os expositores, estavam universidade e faculdades de graduação e pós-graduação, escolas de segundo grau, escolas técnicas, programas de MBA (Master of Business Administration, uma espécie de mestrado em administração) e os sempre procurados cursos de idiomas. Segundo Lourdes Spínola, os brasileiros já têm suas preferências: cursos de idiomas e os programas de MBA. "Entre as cursos de idiomas, a língua espanhola está sendo uma das mais procuradas, depois do inglês", revela a coordenadora do Salão. Só em 98, 2.500 brasileiros foram à Espanha aprender o idioma daquele país. FALANDO EM CRISE - Durante a feira não são fechados negócios. As escolas e universidades fazem sua divulgação e aguardam o contato dos pretensos alunos. No ano passado, nas quatro capitais em que o salão se realizou, ele gerou negócios que movimentaram cerca de US$ 1,9 milhão. Para este ano, a alta de dólar e a recessão devem fazer com que o número de vendas, na estimativa dos próprios expositores, seja 20% menor. Estimativa essa que pode ser reduzida se uma boa parte do público que compareceu ao Centro de Convenções comprar um dos cursos divulgados. De acodo com Lourdes Spínola, uma característica do público recifense apontada pelos expositores é o real interesse demonstrado em estudar no exterior. "Ao contrário do público de outras capitais, os recifenses são menos curiosos e mais determinados. As pessoas já chegam com dúvidas concretas, mostrando que jé procuraram obter informações anteriormente pela internet ou outro meios", diz a cordenadora do Salão. |
|