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CHACINA Doze pessoas ligadas ao tráfico de drogas são mortas no Rio RIO - Pelo menos 12 pessoas foram mortas, na madrugada de ontem, por causa da guerra pelo controle do tráfico de drogas no Morro da Mineira, no Complexo do São Carlos, no Estácio. A troca de tiros assustou os moradores. Pela manhã, foram encontrados cinco corpos em um táxi, no bairro da Saúde, cinco no Morro São Carlos - dois numa lixeira e três arremessados de uma pedreira - um foi deixado em frente à 6ª Delegacia Policial (Cidade Nova) e outro morreu no Hospital Souza Aguiar. A polícia recebeu informações de que havia outros cinco corpos na Mineira e mais dois no Zinco, mas, segundo um policial não havia "condições favoráveis" de subir os morros para checar as informações. Na versão policial, quando o tiroteio acabou os traficantes pararam um táxi e ordenaram que o motorista deixasse dois feridos no Hospital Souza Aguiar. Moisés Souza da Silva, de 18 anos, levou um tiro na cabeça e morreu logo. Apontado como o chefe do tráfico do Morro da Coroa, Walkir Correa do Nascimento morreu a caminho do hospital e foi deixado na porta da 6ª DP. Os corpos encontrados no Morro São Carlos tinham sinais de tortura. Três das vítimas levaram tiros nos pés, foram algemados e atirados, ainda com vida, de uma pedreira. Os cinco homens deixados no táxi levaram tiros no peito e pescoço. "Eles estão expondo os corpos, como se quisessem intimidar os adversários", afirmou o subcomandante do 1º Batalhão da Polícia Militar (Estácio), que se identificou como Bezerra. A polícia acredita que a guerra no Morro da Mineira, controlado pelo Comando Vermelho (CV), tenha sido travada contra traficantes dos morros vizinhos de São Carlos e da Coroa, dominados pelo grupo Terceiro Comando. Os moradores da Mineira afirmam, no entanto, que se trata de uma luta interna: uma facção do CV, a Amigos dos Amigos (ADA), teria tomado o tráfico do local. Segundo a polícia, a guerra no Morro da Mineira estava apaziguada desde que o Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope) ocupou a favela, em abril. Há cerca de um mês, o Bope deixou o morro e a luta pelo controle do tráfico recomeçou. O comandante geral da PM, coronel Sérgio da Cruz, disse que as mortes que ocorreram no Complexo do São Carlos são conseqüência do "cerco aos bandidos" que a polícia está fazendo em todo o Estado. COCAÍNA - A PM estourou ontem, um esquema especializado em atravessar pasta de coca de Cobija, na Bolívia, para Brasiléia, no Acre, pelo Rio Bahia, que divide aquele país com o Brasil. Foram presos os "mulas" (transportadores) Francisco Chalub de Oliveira e Sandro Souza Santos, que cobravam US$ 300 para comprar e remeter qualquer quantidade de droga. Seus clientes são traficantes de Rondônia e estados das regiões Sul e Sudeste. |
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