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DENÚNCIA Ianomamis morrem sem assistência médica BRASÍLIA - Relatório reservado do Serviço de Epidemiologia de Roraima mostra que apenas 20,6% dos índios ianomami que morreram no ano passado tiveram assistência médica. O documento, que levantou as condições de saúde de 30 mil índios no Estado, abrangendo todas as tribos, mostra que é alta a incidência de doenças como tuberculose, malária, pneumonia e coqueluche. O índice de mortalidade infantil entre os ianomami é de 141 mortes por mil, dez vezes maior que o registrado em bolsões de miséria de populações brancas, atendidas pela Pastoral da Criança (13,7 óbitos). O "Relatório Anual da Saúde Indígena" foi elaborado pelo Serviço de Epidemiologia, ligado à Fundação Nacional de Saúde (Funasa). O documento, encaminhado à Funai somente em junho deste ano, diz que 20,6% dos índios que morreram em 1998 tinham assistência, 44,4% não tinham assistência e outros 35% foram incluídos no chamado "índice ignorado". O relatório aponta para "as necessidades emergenciais de reversão do quadro de saúde ianomami". |
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