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FIG III
Jogo do Brasil atrasa mas não tira brilho das apresentações

Aparentemente, a transmissão do jogo do Brasil contra a Alemanha foi a responsável pelo descompasso na programação do Euclides Dourado, na tarde de sábado. Tudo bem somado, o descumprimento dos horários frustrou aqueles que pretendiam aproveitar ao máximo o dia para assistir ao show de Dona Margarida Pereira, emendar com o espetáculo circense A Carroça de Pandora e, ainda, apertando o passo, pegar o Conjunto Pernambucano de Choro no Ruber Van Der Linden.

Em vez das 15h, como estabelecido, o DMP só deu os primeiros acordes às 17h30, ao mesmo tempo em que uma pequena multidão já impaciente berrava sob a lona para que o espetáculo do Grupo Picadeiro Aéreo iniciasse. No final, os dois públicos parecem ter saído satisfeitos.

O DMP desfiou nove músicas para um público que começou a se juntar aos poucos, mas terminou por lotar o espaço sob a lona, junto ao Mercado Pop. Os rapazes abriram com Hollywood Não Quer Saber de Beijos e encerrou com a quente Batuque. A poucos metros do local, debaixo de outra lona, A Caixa de Pandora começava, justificando a boa reputação que agariou neste FIG.

Dirigido por Jairo Matos, o espetáculo segue a mesma tendência dos circos modernos - como o Cirque du Soleil - de misturar os gêneros clássicos circenses - como o trapézio e o malabarismo - com elementos do teatro. Ou seja, há um esboço de história que serve como pretexto para inserir as performances individuais. Um espetáculo louvável na sua concepção e tentativa de acompanhar os novos rumos de um gênero não muito tradicional no país. As deficiências técnicas são compensadas pelo empenho dos artistas e há alguns valores individuais que se destacam.

Enquanto isso, no Ruber Van Der Linden, o Conjunto Pernambucano de Choro fez uma apresentação de encerramento digna de um dos recantos mais bonitos e bem aproveitados desse IX FIG. Crianças, idosos e jovens cantaram Carinhoso - e outros clássicos do gênero - em uníssono sob as árvores da pequena reserva ecológica encravada no coração da cidade.

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Jornal do Commercio
Recife - 26.07.99
Segunda-feira