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As gafieiras e os bailes têm clubes Há aqueles clubes que ainda apostam na força dos eventos dançantes, como o Clube das Pás, Atlético Clube de Amadores e até o Internacional. O das Pás é um dos mais tradicionais neste quesito, fundado em 1888, dentro do espírito carnavalesco do frevo. Com exceção das terças e quintas, todos os dias tem baile. O sócio, mediante a uma mensalidade de R$ 15,00 não paga ingresso para curtir as tardes e noites dançantes das Pás. "Aqui toca desde o brega à valsa", diz Josabat Emiliano, presidente do clube há 30 anos. Mesmo com sucesso dos eventos diários - quando dá pouca gente é 100 pagantes - o clube passa por uma fase crítica. "Não estamos em crise, mas está difícil levar adiante. Em dia de jogo do Brasil, por exemplo, ficamos quebrados", relata o presidente, que já está pensando em divulgar a nova aquisição do clube: uma televisão de 34 polegadas. Popular também são as festas do Atlético Clube de Amadores, que podem ser resumidas em um único evento: A Segunda com Lei, com bandas de pagode. Em agosto a direção vai inaugurar a Sexta Brega, com um convidado especial: Agnaldo Timóteo. O clube seguiu o caminho oposto. Ele foi fundado com o obejtivo de destacar o esporte amador do Recife, na década de 40. Nos anos 70, o Atlético entrou no ritmo das gafieiras. O Internacional amarga um longo período de crise. Até mesmo o tradicional Bal Masqué só foi salvo depois de uma "mãozinha" do então prefeito do Recife, Jarbas Vasconcelos, que resolveu transformar o baile numa prévia do Recifolia. O que salva mesmo são os bailes de formatura no bonito salão do clube. O aluguel de espaços para outras atividades, também dão um reforço. Hoje existe uma empresa de bingo, um cursinho de biologia e uma chopperia funcionando no Internacional. São 114 anos de tradição esquecidos pelo recifense. |
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