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SPORT III
Bela homenagem a Ademir Menezes

Políticos, dirigentes de futebol e torcedores esqueceram a praia no domingo de sol para acompanhar a solenidade de aposição da estátua de Ademir "Queixada" Menezes na praça do giradouro na frente da sede do Sport, que a partir de ontem também leva o nome do ex-jogador do Rubro-negro, do Vasco, do Fluminense e da Seleção Brasileira nas décadas de 40 e 50. A homenagem partiu de um projeto de Fred Oliveira, presidente da Câmara dos Vereadores do Recife. Aprovada pelos legisladores e pelo prefeito da Cidade, a estátua de bronze com dois metros de altura saiu do papel para as mãos do artista plástico João Batista.

Os discursos começaram às 11h, conforme o combinado. Primeiro a falar, o presidente do Conselho Deliberativo do Sport, Homero Lacerda, limitou-se a falar da força da torcida rubro-negra e da alegria que tinha em torcer para o clube.

"Em seguida, foi a vez de Manoelzinho, ex-goleiro do Leão e companheiro de equipe de Queixada tomar a palavra. O ex-atleta foi um dos idealizadores da homenagem e fez questão de elogiar o amigo. Manoelzinho contou que, quando foi para o Vasco da Gama, Ademir quis também levá-lo, mas o goleiro recusou a proposta. "Eu era arrimo de família e a proposta não era tão boa", explicou.

Fred Oliveira também falou, e concentrou o discurso na importância do jogador que foi o primeiro pernambucano de destaque no futebol nacional. "O sucesso da migração nordestina para os gramados do Sul teve como pioneiro Ademir Menezes", falou o presidente da Câmara. Fred acredita que esta é a primeira de outras homenagens que ainda precisam ser feitas. "Atletas como Bita, Vavá e Tará precisam ser eternizados", exemplificou o vereador, que é alvirrubro.

LEMBRANÇA DO PREFEITO - Empolgado, o prefeito Roberto Magalhães fez questão de ser fotografado junto com Manoelzinho. "Quando eu comecei a acompanhar futebol, você usava camisa azul e calção preto, não era?", disse ao goleiro sem esconder a admiração. Por longos trinta minutos, Magalhães falou tudo o que sabia sobre futebol, indo desde a Copa de 50 (quando Queixada foi artilheiro), até a partida de anteontem entre Brasil e Alemanha, quando a Canarinha goleou os europeus por 4x0. Não esqueceu de falar sobre Pelé, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho.

FAMILIARES - Também presente ao evento, a família do ex-jogador ficou emocionada com a homenagem. Com os filhos, a irmã de Ademir, Odemise de Menezes Pires, 70 anos, compareceu ao evento. "Meu pai levava todos os nove filhos para o campo, para torcer por Queixada", recorda-se.

Pontuando os discursos, a Frevioca e uma orquestra de frevo entoaram os hinos do Sport. Os rubro-negros que passavam pela praça, mesmo que não parassem, faziam questão de buzinar o "cazá cazá", numa demonstração de amor ao clube. Fogos de artifício marcaram o final da cerimônia. De onde quer que esteja, Ademir agradeceu.

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Jornal do Commercio
Recife - 26.07.99
Segunda-feira