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NA FRENTE
Fim de semana de ouro para o Brasil


O Brasil já tem duas medalhas de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, Canadá. A primeira foi a de Maurren Maggi, no salto em distância, conquistada sábado à noite. Ontem, pela manhã, Vanderlei Cordeiro de Lima (foto acima) chegou em primeiro na maratona e conquistou a segunda. O delegação brasileira encerrou o dia de ontem como a quinta colocada no quadro geral de medalhas. Às duas de ouro somam-se quatro de prata e sete de bronze.

Maurren Higa Maggi chegou no estádio da Universidade de Manitoba como favorita. Não foi a prova de seus sonhos, mas a vitória no salto em distância e a primeira medalha de ouro brasileira em Winnipeg serão inesquecíveis para a paulista de 23 anos. Com rosto de adolescente, Maurren comemorou muito o resultado. Pulou, dançou, cantou e festejou, com as dez unhas das mãos pintadas com a bandeira brasileira, a conquista inédita na carreira.

Líder do ranking mundial, com 7,26 metros, a atleta da Olympikus/Funilense obteve as três melhores marcas da competição. Garantiu o ouro com 6,59 metros, mas saltou também 6,57 e 6,56. A norte-americana Angela Brown ficou com a medalha de prata, com 6,51 metros, seguida da jamaicana Elva Goulbourne, com 6,41. A também brasileira Luciana Alves dos Santos torceu o tornozelo direito em sua terceira tentativa e teve de abandonar a competição.

Já o maratonista Vanderley Cordeiro de Lima chegou ao Canadá sem nenhum favoritismo. Por isso mesmo, a medalha de ouro na maratona de ontem foi uma grata surpresa para o Comitê Olímpico Brasileiro. O paranaense Vanderlei comemorou à la Ronaldinho: completou os últimos dez metros dos 42.195 da maratona com os braços abertos, fazendo ziguezague no Estádio da Universidade de Manitoba.

Seu companheiro Éder Fialho também fez bonito e arrancou a medalha de bronze para o Brasil na mesma prova. Vanderlei ganhou o ouro ao completar a corrida com o tempo de 2h17min19s. Éder marcou 2h20min09s. Entre os dois brasileiros chegou o venezuelano Rubén Maza (2h19min55s).

Um motivo prozaico tirou a medalha de prata de Éder Fialho. Quando estava no quilômetro 15 da corrida, o maratonista brasileiro sentiu uma forte dor de barriga. Tentou continuar, mas não suportou e teve que correr para o mato. Por causa disso, perdeu 40 segundos e voltou em penúltimo (9º lugar). Pouco a pouco foi reconquistando posições e, a dois quilômetros para o final, chegou às terceira colocação. "Se não acontecesse isso, eu brigaria pelo ouro", lamentou Éder.

Para fechar o belo domingo para a maratona brasileira, Viviany Anderson ficou com a medalha de bronze no feminino. A atleta fez o percurso em 2h40m55s, ficando atrás da chilena Erica Olivera (2h37m41s) e da colombiana Iglandin Gonzalez (2h40m06s). As três superaram o recorde pan-americano anterior, que era da mexicana Olga Alvaros, com 2h43min36, desde Havana, em 1991.

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Jornal do Commercio
Recife - 26.07.99
Segunda-feira