NA FRENTE III
Brasileiro é
"promovido" no tapetãoO fundista brasileiro Elenílson da Silva
protagonizou a primeira grande confusão do torneio de
atletismo do Pan-Americano de Winnipeg, ontem. Ele cruzou
a linha de chegada da prova dos 5.000 metros em terceiro
lugar, depois de liderar boa parte da competição. Antes
de ir para o exame antidoping, porém, recebeu a notícia
de que havia sido desqualificado, juntamente como o
mexicano Pablo Olmedo, por infringir o artigo 141.1
(impedir a ultrapassagem de adversários).
A delegação brasileira recorreu da
decisão e os jurados voltaram atrás no caso de
Elenílson, mantendo a punição do mexicano. O resultado
dos recursos foi excelente para o brasileiro, que acabou
herdando a medalha de prata. "Entramos com o recurso
assim que saiu a desqualificação", informou o
chefe da equipe brasileira de atletismo, Sergio Coutinho
Nogueira. "Redigimos um documento em inglês,
alegando que nenhuma falta foi cometida",
prosseguiu. "Colocamos também uma declaração dada
pelo mexicano em que dizia não ter sido
atrapalhado". Pelo resultado oficial, a medalha de
ouro foi para o mexicano Galvan Martinez, com 13min42s04,
seguido de Elenílson, com 13min43s13, e do canadense
Jeff Schiebler, com 13min43s66.
Ex-peão de rodeio na cidade de Bela
Vista/MS, Elenílson, de 22 anos, está encantado com a
participação no Pan-Americano. Tudo é novidade para o
corredor, que estreou em competições internacionais.
"Corri nervoso", admitiu o atleta do Vasco, que
pôs várias folhas no cós do calção para tirar as
dores que sentiu na barriga no aquecimento. "Sei que
é psicológico, mas me ajuda a ter mais
confiança". O corredor não sabia também como se
comportar no exame antidoping.
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