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HARDWARE
Simples e barata, Video Blaster é campeã entre as webcams

por FABÍOLA BLAH
blah@jc.com.br


Todo mundo sabe que a agilidade da Internet depende, em sua maior parte, da conexão estabelecida. Número de linhas, quantidade de usuários conectados naquela hora... Tudo isso influi para um tráfego mais rápido - ou mais lento - dos dados enviados pela Rede. Porém, independentemente da conexão, a qualidade do hardware também conta pontos para quem quer chegar primeiro e colocar sua cara na Web. A história não é diferente quando o assunto é imagem no bate-papo: para imagens "ao vivo", o equipamento que faz esse papel são as webcams, responsáveis pela transmissão de fotos ou imagens em movimento em videoconferências domésticas e profissionais.

O mercado local dispõe de alguns modelos de webcams para uso doméstico. A reportagem do Jornal do Commercio testou quatro marcas diferentes: a WinCam, da Proterra, a CyberEye, fabricada pela CyberTech, a Vivitar MPPi, da Vivitar, e a Video Blaster, desenvolvida pela Creative Labs. Todas elas têm conexão via teclado/porta paralela. O adaptador que acompanha as máquinas tem dois pontos: um deles é ligado à câmera e o outro ao cabo do teclado. Este último é que faz a conexão na porta paralela do micro.

No quesito ligação, a CyberEye é a mais complexa. O produto requer a instalação de uma placa PCI para captura de imagens junto à placa-mãe. Caso o usuário não queira fazer a conexão teclado/porta paralela, a CyberEye permite ligação direta na fonte de alimentação do micro. Para levar para casa, o consumidor vai ter que desembolsar, em média, R$ 160,00.

O produto da Vivitar foi o de pior qualidade entre os testados. A Vivitar MPPi não suporta mais do que 256 cores (padrão 8 bit RGB), deixando a imagem que aparece na tela praticamente monocromática em ambientes com muita luz - nao há nenhum controle de foco, nem no software nem na própria câmera. A instalação do programa ainda é feita através de disquetes. Com certeza, o equipamento não vale o preço: R$ 453,00.

VITORIOSA - A câmera Video Blaster ganha disparada na hora da avaliação da imagem. Ela é a única a suportar o padrão 24 bit RGB, que reproduz mais de 16 milhões de cores. Na relação custo x benefício, a Video Blaster também não deixa a desejar: seu preço médio é de R$ 290,00.

Além disso, a equipe de desenvolvimento da Creative Labs teve a preocupação de criar uma interface simples e fácil para o usuário: através de ícones, é possível acessar praticamente todos os recursos do equipamento.

O equipamento da Proterra, por sua vez, não teve esse cuidado. O painel de controle da WinCam é um quadrado cinzento de 5 X 6 cm, com quatro botões onde se lê "capturar", "reproduzir", "avançado" e "sair" - e nada além disso. As imagens podem ser salvas em dois formatos: .bmp, para fotos, e .avi, para imagens em movimento. A WinCam não traz um software próprio para reprodução de seus "filmes", que é feita no Media Player, do Windows. O preço da WinCam: R$ 287,00.

O pacote de softwares que acompanha a Video Blaster traz, além do controle da câmera, o Polaroid PhotoMAX, para edição e tratamento de imagens, o Video Web Phone, com funcionamento semelhante ao NetMeeting, e o ISpy, que transmite para uma homepage imagens de um determinado local ou pessoa. Também vem acompanhado de microfone. Nenhuma das outras marcas testadas apresentou uma suíte de aplicativos como essa, trazendo apenas o programa para controle e uso da própria câmera.

PROGRAMAS - Diferente de chats no IRC e canais de bate-papo hospedados em sites (como Universo Online e ZAZ), onde a visualização de imagens só é possível se os interlocutores enviarem os arquivos, as webcams são usadas em programas específicos, cuja função é a chamada videoconferência - conversa entre duas ou mais pessoas, com envio e recebimento simultâneo de vídeo e áudio.

O software mais conhecido para as videoconferências é o NetMeeting, da Microsoft, que pode ser encontrado gratuitamente na Rede. Outros programas também estão disponíveis na Internet: o VDOPhone, desenvolvido pela VDO; o VSoft, da Summersoft; e o WebPhone, com assinatura da NetSpeak. Esses três últimos só possuem versões shareware, com licença de uso que varia entre 15 e 30 dias.

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Jornal do Commercio
Recife - 21.07.99
Quarta-feira