LG_jc.gif (3670 bytes)

HARDWARE II
Trabalho e lazer numa só máquina

Bater papo ou trabalhar? Muita gente usa o sistema de videoconferência para as duas atividades, aumentando o potencial do aparelho. É desse modo que pensa Fortunato Cohen, que há um ano e meio usa uma Video Blaster WebCam, da Creative Labs, junto com o programa NetMeeting, da Microsoft.

Gerente regional da Furukawa, empresa que desenvolve projetos para instalação de redes, Cohen não pára muito no escritório: "Como viajo sempre, preciso manter um contato constante com o pessoal que fica por aqui. A videoconferência é o modo mais simples de conseguir isso".

Apesar de facilitar o trabalho de todo mundo, o uso das webcams na empresa não foi aceito facilmente. "A resistência foi grande e, mesmo hoje, depois de tanto tempo de uso, só três pessoas lidam com a câmera", conta Cohen. As principais razões alegadas pelos funcionários é a demora no aparecimento da imagem e a dificuldade de operacionalização. "Muitos deles dizem que demoram mais tempo até conectar e visualizar tudo direitinho do que se estivessem falando comigo ao telefone", decepciona-se.

Fora do escritório, Fortunato Cohen usa sua webcam para conversas mais familiares, sempre acompanhado da esposa, Heloísa, e do filho Matheus. "Tenho uma irmã que mora em Israel e usamos esse sistema para contar as novidades. É bom porque conseguimos nos ver e matar um pouqinho a saudade", afirma. Em comparação com os canais de IRC, existe a vantagem óbvia da imagem. "O engraçado é que muita gente usa o NetMeeting, mas deixa a câmera e o áudio desativados. Vira mIRC", diz Cohen.

O técnico em telecomunicações Ricardo Lemos começou a utilizar as webcams por curiosidade. "Via muita coisa na Internet e resolvi saber como funcionava", diz. Ele também é dono de uma Video Blaster WebCam. "Tenho há um ano", contabiliza.

Lemos só tem uma queixa: "As imagens são ótimas, mas demoram... Ao menos, isso não é culpa do equipamento, mas das conexões. Em termos de velocidade, o produto da Creative é ótimo, pois consegue uma taxa de transferência de 30 frames por segundo", explica. Ele usa sua câmera principalmente para lazer. "É muito melhor do que canais de IRC. Nesse caso, é um tiro no escuro. Com a câmera, só o fato de ver a pessoa já garante a veracidade da conversa", afirma.

________________________________


Jornal do Commercio
Recife - 21.07.99
Quarta-feira