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PREVISÃO
Eleição de constituintes é apática na Venezuela

CARACAS - A apatia dos venezuelanos marcou, ontem, a eleição da Assembléia Nacional Constituinte (ANC), parecendo confirmar os prognósticos de grande abstenção. Mais de mil candidatos disputaram nas urnas por 128 das 131 cadeiras da Assembléia, que contará com cerca de seis meses para redigir uma nova Constituição.

Segundo o presidente Hugo Chávez, um ex-militar que liderou em 1992 um frustrado golpe de Estado e goza, hoje, de uma popularidade de mais de 70%, a ANC terá poderes absolutos para dissolver o Congresso e a Suprema Corte de Justiça.

Certo do triunfo de seus candidatos, Chávez apostou alto, pondo seu cargo à disposição da nova Câmara, de onde sairá o modelo político da Venezuela do século 21. O presidente pôs seu cargo à disposição por acreditar que os candidatos apoiados pelo Pólo Patriótico, que o levou ao poder, vencerão a disputa.

Principal defensor do caráter "original" da constituinte (poderes ilimitados para intervir nos poderes públicos), Chávez também indicou que à ANC, além de seu governo, deverão subordinar-se todas as instituições do Estado, incluindo o atual Congresso bicameral e a Corte Suprema de Justiça para que a mudança política seja um processo "sem retrocesso".

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Jornal do Commercio
Recife - 26.07.99
Segunda-feira