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RUMO A 2000 II Apoio do PPS divide "candidatos" do PT As declarações do presidente nacional do PPS, Roberto Freire, em entrevista ao JC de ontem - revelando preferência pelo nome do ex-deputado Humberto Costa (PT) para encabeçar uma frente de esquerda na disputa pela Prefeitura do Recife - provocaram reações diversas entre os prefeituráveis petistas. Enquanto Humberto se diz sensibilizado com a lembrança, apesar de considerar prematura a colocação de nomes antes da definição do cenário partidário e de um programa; o deputado estadual João Paulo prefere questionar o perfil de esquerda de uma frente que abrigue o social-democrata Ciro Gomes, e adverte que o PT não tem só o nome de Humberto. Mesmo lembrando "as divergências" acumuladas entre PT e PPS ao longo do tempo, Humberto admite que saber da simpatia do PPS pelo seu nome o deixa feliz, embora também reconheça que o seu partido tem outras opções. "Significa que podemos ampliar os horizontes do PT e da esquerda com quem a gente se articula", avalia, e completa em seguida: "Continuo achando que não é o momento de se discutir candidaturas". Na sua opinião, o prazo ideal para a discussão de nomes é o início do próximo ano, e quando este tempo chegar, considera que "o PT terá condições de encabeçar um processo de sucessão por ter grande inserção no Recife e por ter bons quadros". Por sua vez, João Paulo duvida da eficácia das frentes amplas, referindo-se ao exemplo da história recente em que "essa experiência quase não elege o próprio Freire para senador, e também não o livrou de ter recebido menos de 3% dos votos para prefeito do Recife, mesmo com o apoio do então governador Arraes". Com relação à qualidade do perfil da hipotética frente, o deputado petista afirma ser necessário "ter cuidado para não descaracterizar as esquerdas, porque uma aliança que englobe o projeto neoliberal de FHC ou as forças que dão sustentação a esse projeto, não é bom para as esquerdas". Para João Paulo, "o PPS e Ciro Gomes representam o continuísmo de FHC". Quanto à preferência dos pós-comunistas pelo nome de Humberto, João Paulo entende que preferência não se discute e até elogia o companheiro de partido. "Considero Humberto um nome importantíssimo dentro do PT, tanto pela votação que teve para o Senado, e antes para deputado estadual e federal, como também pela qualidade do seu mandatos. Acho que tudo isso o qualifica para uma disputa. E se ele quiser mesmo ser o candidato, eu não disputaria e passaria a apoiá-lo". |
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