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MAIORCA II Pitoresco circuito nos arredores da capital maiorquina Maiorca é considerada a ilha mais verde do Mediterrâneo e não tem quem duvide disso ao subir a sinuosa e íngreme estradinha que leva à vila de Valldemossa. O caminho corta trechos e mais trechos de mata, que, de repente, abrem frestas para a costa, desvendando um infinito de azul. O destino final, Valldemossa, é um antigo reduto de pintores, poetas, músicos e escritores, que hoje atrai visitantes de vários países, interessados em conhecer o lugar onde viveu o compositor polonês Frederic Chopin. Ele morou no vilarejo entre 1838 e 1839, na companhia da escritora francesa que assinava sob o pseudônimo de George Sand (na verdade, chamava-se Amandine-Aurore-Lucile Dupin). Doente, passou apenas dois meses na ilha, quando tinha planejado uma temporada de aproximadamente um ano. Sua casa tornou-se atração turística, onde são exibididas fotos e objetos do músico, incluindo o piano que ele havia encomendado para o período em Maiorca. Todos os dias (menos nas segundas e quintas), são apresentados concertos para os visitantes, com peças compostas por Chopin. UM PEQUENO LUXO - Os arredores de Palma abrigam outras atrações para quem dispõe de um orçamento um tanto mais poderoso. Uma delas é o Ca N'Aí, discreto e charmoso hotel de campo, fincado nas montanhas, em Soller (Cami Son Sales, 50 - F.971632494). São apenas 11 apartamentos instalados numa casa cuja estrutura original é do ano 1700. Pequenas salas de estar e de leitura compõem recantos dos mais agradáveis, enquanto lá fora um pomar de laranjeiras conduz à piscina. Um pequeno luxo garantido por uma diária de 32.400 pesetas (cerca de R$ 350,00). Mais barato (e menos tentador, embora pitoresco) é o passeio de trem até o Porto de Soller, saindo de Palma. A bordo de vagões do século 18, cruzam-se bosques, atravessam-se túneis e cortam-se montanhas, algumas das mais altas de Maiorca, com parada em mirante para fotos. Vale tentar a primeira-classe. |
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