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HISTÓRIA
Governo em busca de recursos para trazer acervo de Portugal

por DIANA MOURA BARBOSA

A partir do próximo ano, os 34 mil documentos referentes a Pernambuco do Museu Ultramarino, de Portugal, estarão disponíveis no estado. Localizado na Torre do Tombo, o acervo cobre desde o Descobrimento, em 1500, até Independência, em 1822. Ou seja, todas as informações oficiais sobre o Brasil Colônia. A doação do material, em cópias microfilmadas e digitalizadas, faz parte do Projeto Resgate, integrado ao programa Memória Histórica, do Ministério da Cultura. Para concretizá-lo, o Governo do Estado precisa de R$ 200 mil até dezembro e mais R$ 536 para concluir sua implantação em arquivos de uso público.

Ontem pela manhã, o secretário Estadual de Cultura, Carlos Garcia, esteve reunido com a coordenadora nacional do projeto, Esther Bertoletti, mais representantes do MinC, da UFPE, da Fundação Joaquim Nabuco, do Arquivo Público Estadual e do Arquivo Público de Olinda. O objetivo do encontro era discutir maneiras de angariar verbas para trazer o acervo. Como o Governo do Estado está sem dinheiro, a solução proposta é passar o chapéu a iniciativa privada. "Vamos usar os recursos das leis de incentivo à cultura, em âmbito federal, estadual e municipal", antecipa Garcia.

Depois que conseguir os R$ 200 mil iniciais, o estado vai ter que esperar pelos menos mais 175 dias até receber as cópias. "Cada máquina de microfilme consegue imprimir dois rolos por dia. A quantidade de documentos sobre Pernambuco cabe em cerca de 350 rolos. "O processo torna-se mais lento por causa da raridade e fragilidade dos papéis que são manipulados", comenta o secretário, lembrando que há textos de cinco séculos atrás.

Pernambuco é um dos estados que mais está demorando para executar o Projeto Resgate, já concluído na Bahia e em Minas Gerais, por exemplo. De acordo com Garcia, o motivo do atraso está relacionado a falta de verbas e a grande quantidade de documentos referentes a Pernambuco. "Há estados que possuem menos textos, por isso o processo é mais rápido", explica.

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Jornal do Commercio
Recife - 28.07.99
Quarta-feira