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JUSTIÇA II Taquígrafas preocupadas com extinção da função Preocupação é o que a taquígrafa Kátia Lacerda Meire Menezes, do Tribunal de Justiça de Pernambuco, está sentindo em relação à proposta de extinção dos 47 cargos existentes na entidade. "Diante de toda a conjuntura do país com a reforma administrativa, é provável que essas mudanças aconteçam". No entanto, nem as taquígrafas nem a Associação dos Servidores do Poder Judiciário (ASPJ) tiveram acesso ao conteúdo do projeto. A presidente do ASPJ, Dayse Cordeiro de Sá, afirma que vai procurar deputados para tentar evitar que a extinção seja aprovada na Assembléia. "Se realmente houver prejuízos para a categoria, é claro que vamos lutar por isso". Criada e regulamentada em Pernambuco pela lei 3.492 de 27/11/59, a profissão de taquígrafa contava, inicialmente, com sete cargos para acompanhar os desembargadores durante os julgamentos. O objetivo da profissão, ainda hoje o mesmo, é escrever as falas rapidamente através de um sistema próprio de sinais. O assessor da presidência do TJPE Ruy Patu ressalta que as taquígrafas não serão prejudicadas. "O funcionário só sai se vier a falecer, ser demitido ou se aposentar. Elas podem ter outras funções". O trabalho de taquigrafia poderá ser substituído por máquinas de estenotipia ou por conversores de voz, que transformam as falas diretamente em texto digitalizado. |
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