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POLÍCIA CIVIL Concursados protestam no palácio Cerca de 200 aprovados no concurso da Polícia Civil fizeram um protesto, ontem pela manhã, em frente à Assembléia Legislativa de Pernambuco para exigir que o Governo do Estado faça a convocação dos 1.200 candidatos aprovados no concurso realizado há exatamente um ano. Os manifestantes caminharam até o Palácio do Governo, onde uma comissão foi recebida pela chefe de gabinete do governador. Os concursados se dizem prejudicados pela demora na contratação e muitos alegam que estão endividados por conta do exame. "Precisei pegar dinheiro emprestado para fazer os testes", diz Wallace Ramos, de 22 anos. Ele, que mora em Surubim, garante que gastou mais de R$ 500,00 entre inscrição, exames médicos, certidões negativas, hospedagem e transporte. Apesar das queixas, o manifesto foi pacífico e durou cerca de quatro horas. Os concursados fizeram um apitaço, usaram carro de som, faixas, bolas de aniversário e até um bolo com os dizeres: "Parabéns! Um ano sem homologação na Polícia Civil". Os concursados foram até o Palácio do Campo das Princesas, onde foram atendidos pela chefe de gabinete do governador, Lúcia Pontes, que recebeu um abaixo-assinado com as reivindicações dos manifestantes. No encontro, ela garantiu que, até o final de semana, Jarbas Vasconcelos iria se reunir com os secretários de Defesa Social e de Administração para encontrar uma solução para o impasse. O presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), Henrique Leite, informou que o concurso foi o maior da história de Pernambuco, com mais de 43 mil inscritos. Ele informou que o último exame de seleção foi realizado há 13 anos. "Pelo menos 700 policiais estão prestes a se aposentar", alertou. No Estado existem 8.500 vagas disponíveis, mas apenas aprovaram a contratação de 2074 e, o que é pior, só ofereceram 1.200 no concurso". |
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