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PREVIDÊNCIA III
Remuneração elevada livra o Estado de desembolso maior

O especialista Sebastião Lins sustenta que o Funape não aliviará as contas públicas do Estado, como divulgado. O técnico revela que o projeto da FGV prevê uma taxa de 12% ano para a remuneração dos R$ 500 milhões injetados pelo governo no Funape-prev, para capitalização. O especialista diz, ainda, que a remuneração não se confirmará porque hoje as fundações previdenciárias, com muito esforço, estão obtendo um retorno de 6%, com o fim da inflação.

Segundo o especialista, a expectativa de remuneração superotimista entrou no relatório para livrar o Estado de uma previsão de desembolso maior. "Estão falseando os desembolsos do Estado. O Funape é uma bomba de efeito retardado, que explodirá nos próximos cinco anos", diz. "Sem os 12% previstos, alguém terá que cobrir essa diferença".

Com base nos dados da própria FGV é possível quantificar a frustração de receitas, já no primeiro ano do fundo. O relatório da FGV, na página 122, cita que os 12% de juros sobre os recursos da capitalização renderiam R$ 60 milhões, que seriam incorporados ao esforço de redução das despesas com os aposentados.

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Jornal do Commercio
Recife - 28.07.99
Quarta-feira