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MERCOSUL Argentinos ironizam a suspensão dos acordos SÃO PAULO - Os representantes da indústria automobilística do Brasil e da Argentina resolveram manter a reunião marcada para os próximos dias 3 e 4, em Buenos Aires, quando será discutido o regime automotivo, apesar da decisão do governo brasileiro de não participar de nenhuma reunião do Mercosul enquanto o país vizinho mantiver as salvaguardas contra importação. A informação foi dada ontem pelo presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), José Carlos Pinheiro Neto. "A decisão é do governo e nós somos iniciativa privada", destacou, pouco antes de embarcar para Brasília onde, segundo disse, participará de reunião com os concessionários da General Motors. Ele explicou que está em contato permanente com o Governo, mas que não recebeu até agora nenhuma orientação para interromper as negociações com a Argentina. LEITE - O presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Paulo Bernardes, afirmou ontem que os produtores argentinos estão exportando para o Brasil leite em pó a preços abaixo do custo - o que caracteriza dumping. Em nota distribuída pela CNA, Bernardes disse que já há "sinalizações positivas" do Departamento de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, de que poderá ser aberta até o fim do mês uma investigação sobre dumping. De janeiro a maio deste ano, segundo a nota, a Argentina vendeu ao Brasil 52,6 mil toneladas do produto, o que equivale a 20,1% a mais do no mesmo período de 98. |
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