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ENCONTRO Sotero e Fernando Bezerra discutem destino da Sudene O destino da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) pode sair, hoje, do encontro que ocorrerá em Brasília entre o futuro ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, e o superintendente da Sudene, Aloísio Sotero. Apesar de ser apresentado como um encontro normal, onde o superintendente vai colocar seu cargo à disposição e apresentar um relatório de seu trabalho à frente da autarquia. Já o futuro ministro deverá mostrar quais os rumos que terá a Sudene e, principalmente, o Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor). O próprio Sotero passou o dia, ontem, em Brasília fazendo contatos. No final da manhã, ele compareceu a um almoço na casa do presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães, onde estavam o próprio senador, o governador da Bahia, César Borges; o novo ministro da Casa Civil, Pedro Parente; o coordenador político do governo Fernando Henrique, Aluizio Nunes, e o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Enrique Iglesias. À tarde, o superintendente ainda se reuniu com o vice-presidente, Marco Maciel, quando foi concluído o relatório que será apresentado à Bezerra. Na prática, esses encontros foram formas de tanto ACM quanto Maciel mostrarem seu apoio à Sotero e ao seu projeto para a Sudene. O objetivo dos dois foi deixar claro a posição de defesa de que o Finor deve permanecer sendo administrado pela Sudene e não passar para o âmbito do novo Ministério. ESPERA - Por outro lado, o presidente do Banco do Nordeste (BN), Byron Queiroz, não quis se pronunciar sobre as possibilidades que estão sendo levantadas tanto para o Finor quanto para o Fundo Constitucional do Nordeste (FNE). Os dois fundos são administrados pelo BN por exigência legal, com a diferença de que o Finor é gerido pela Sudene. Segundo informou a assessoria de Byron, o presidente do Banco acha que o assunto ainda está sendo tratado como especulação e vai preferir aguardar o desenho que Fernando Bezerra está querendo dar ao novo Ministério para se pronunciar. Qualquer mudança dificilmente iria prejudicar o BN. No ano passado, por exemplo, o Banco recebeu R$ 93 milhões para administrar o patrimônio líquido do Finor. Por esse motivo, uma das primeiras medidas de Sotero ao assumir o cargo foi iniciar, junto com o BN, uma reavaliação desse patrimônio líquido que, entre 95 e 98, pulou de R$ 2,062 bilhões para R$ 3,003 bilhões. E a própria disputa entre Fernando Bezerra e Sotero pelo Finor não leva em conta somente o montante de liberações do Fundo que, em 98, ficou em R$ 367 milhões. Há um interesse também pela taxa de administração do Finor que a Sudene recebe anualmente. No ano passado, em relação ao total de recursos liberados, a autarquia ficou com R$ 14 milhões. |
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