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IATISMO
Irmãs Rosa Borges têm festa na volta ao Recife

Tarde de festa no Aeroporto dos Guararapes, ontem, na chegada das irmãs Rosa Borges. Roberta, a mais velha, acabou de faturar o Mundial feminino da optimist, na Martinica, ficando em 11º no geral. Andréa estreou em Mundiais e ficou em 16º no feminino.

Com 15 anos de idade, Roberta já foi bicampeã brasileira, campeã européia e bicampeã sul-americana. Além da vela, a menina também pratica ginástica olímpica e hóquei. Saiu do vôlei, mas já comprou uma raquete de tênis e vai dar uma de Guga. "Não gosto de ficar muito tempo em casa sem fazer nada", explicou, quase sem braços para abraçar todos os amigos, segurar troféus e flores que recebeu.

Também multiatleta, Andréa tem no currículo o bicampeonato brasileiro e o vice-sul-americano. "O troféu rotativo do Brasileiro está lá em casa desde 96", brinca a velejadora de 13 anos. "Este ano valeu como experiência e isto vai me ajudar no futuro", disse.

Por causa da idade, Roberta só pode competir na optimist até o final do ano. Naturalmente, deve passar à classe Europa. Isso se conseguir resolver um probleminha. "Não tenho o barco. Se meu patrocinador me der um, ótimo", afirmou. Na Martinica, a atleta teve apoio da Via Sul, do Governo do Estado e do Cabanga, mas o Santa Cruz quer aproveitar o sucesso da atleta para tirar uma casquinha. "Vamos patrocinar as duas, bancar viagens e comprar o barco", prometeu o presidente tricolor, Jonas Alvarenga, a quem quisesse ouvir no aeroporto.

Um barco competitivo da classe europa custa em torno de US$ 5 mil, e todos os custos com viagens e competições também aumentam a partir de agora. "Roberta tem talento para ir até para olimpíada. Só espero que ela não seja mais uma a deixar de competir por falta de apoio", desabafou o treinador das meninas Ted Monteiro.

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Jornal do Commercio
Recife - 28.07.99
Quarta-feira