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Mercado aguarda rumo dos juros O mercado financeiro permanece marcando passo à espera de algumas definições e de fatos novos para clarear uma tendência. A ausência de novidades tem provocado desinteresse pelo mercado de ações, cuja expectativa está voltada à definição do rumo dos juros domésticos e internacionais. A direção do juro básico interno será definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom), em reunião marcada para o fim da tarde de hoje. Antes, às 11 h, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Alan Greenspan, fará discurso no Senado em que, espera o mercado, poderá dar pista da tendência dos juros de curto prazo norte-americanos. Em compasso de espera, a Bolsa de São Paulo apurou valorização de 0,55%, interrompendo três pregões seguidos de baixa, escorada no avanço das ações em Nova York, porque persiste o desinteresse por ações no mercado interno, como deixou claro, mais uma vez, o baixo volume negociado. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, valorizou-se 1,07% ou mais 115,88 pontos obre o fechamento do dia anterior. O temor nas Bolsas é que o discurso do presidente do Fed reforce a expectativa de uma elevação dos juros, sugerida no depoimento do próprio Greenspan na semana passada, caso se fortaleçam os sinais de pressão inflacionária. Uma alta dos juros nos EUA deprimiria os mercados de ações, incluído o do Brasil, pela fuga dos recursos para os títulos de renda fixa, seduzidos pelos juros mais atraentes. Internamente, o mercado continua apostando na política de recuo gradual da taxa primária de juros, que, segundo as projeções, cairia de 21% ao ano para algo entre 20,50% e até 21%. O mercado está dividido sobre o viés ou a inclinação de juros, que para uma ala permaneceria de baixa e para outra poderia ser mudado para neutro. Dariam força a essa hipótese o repique da inflação e as incertezas com os juros norte-americanos e a crise argentina, principalmente. O dólar comercial recuou 0,71%, cotado por R$ 1,812. RENDA - Os juros dos CDBs acompanharam o declínio dos juros futuros na BM&F e apresentaram ligeiro recuo. As taxas do papel prefixado caíram para 21,60% ao ano, ou rendimento bruto de 1,64% e líquido de 1,31% ao mês, ante os 1,66% bruto e 1,33% registrados na véspera. A expectativa do mercado é de que Cômite de Política Monetária (Copom) promova novo corte nos juros básicos na reunião de hoje. No overnight, o Banco Central tomou dinheiro emprestado dos bancos por um dia a taxa over de 20,77% ao ano. Nas agências, aplicação de R$ 10 mil rendeu 18,33% ao ano, ou 1,41% bruto e 1,13% líquido; R$ 30 mil, 18,91% ao ano, ou 1,45% bruto e 1,16% líquido; R$ 50 mil, 19,64% ao ano, ou 1,51% bruto e 1,20% líquido. Ouro Fechamento: R$ 15,10 O ouro movimentado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) fechou o pregão cotado por R$ 15,10 o grama, com desvalorização de 0,53%. O volume negociado foi de 37 kg. No mercado de Nova York, na Commodity Exchange (Comex), a onça-troy (31,104 gramas) de ouro foi cotada por US$ 254,40 nos contratos para entrega em julho. Dólar A maior oferta de dólar no mercado à vista interrompeu, ontem, o movimento de alta iniciado na segunda-feira. O comercial caiu 0,71%, para R$ 1,810 na compra e R$ 1,812 na venda. No mercado paralelo, a cotação permaneceu estável, com o dólar comprado por R$ 1,843 e vendido por R$ 1,863. Bolsas A Bolsa de São Paulo fechou com discreta valorização de 0,55%, em 10.734 pontos. A recuperação, depois de três pregões consecutivos de queda, foi estimulada pela forte valorização da Bolsa de Nova York. As cinco maiores altas, entre as 47 ações do Índice Bovespa (IBovespa), foram Telesp Celular ON, 5%; Brasmotor PN, 4%; Cemig ON, 3,6%; Eletrobrás ON, 3,4%; e Klabin PN, 3,3%. As maiores baixas, Geradora Tietê PN, 11,6%; Transmissora Paulista PN, 9%; Votorantim Celulose e Papel (VCP) PN, 4,7%; Gerasul ON, 3,3%; e Light ON, 2,8%. |
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