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GOVERNO II General conseguiu reduzir os índices de violência por ROBERTA SOARES O general Adalberto Bueno chegou à Pernambuco com a árdua missão de reduzir os altos índices da violência urbana, reequipar a sucateada polícia estadual e vencer o corporativismo dos policiais civis, militares e dos bombeiros. Quase sete meses depois é possível dizer que o ex-secretário de Defesa Social conseguiu alcançar, em parte, apenas a primeira meta. Apesar de a população não sentir o efeito na pele, números da própria secretaria mostram que houve uma redução de 7,49% nos casos de crimes de homicídios no período de janeiro a maio deste ano, em relação a 98. É claro que o fato de o general ter conseguido unificar o comando das polícias tem que ser considerado, mas até a sua saída o corporativismo existiu. O ex-secretário ainda enfrentava muitas barreiras junto às associações de policiais militares, civis e, principalmente, junto aos delegados de polícia. O fato de as delegacias estarem sucateadas, policiais trabalhando com armas próprias e uma defasagem de dez mil vagas para agentes e mais de 500 para escrivães, fizeram com que os delegados fossem os maiores adversários do general. Por ser responsável pelo policiamento ostensivo, onze operações começaram a ser realizadas pela PM. O maior feito da gestão Adalberto Bueno foi, sem dúvida, a implantação da Operação Paz nas Estradas, que fez com que houvesse um aumento de 30% no fluxo de veículos no Sertão do Estado, região onde o número de assaltos impressionava. De janeiro a junho as maiores operações da PM conseguiram fazer 56 prisões em flagrante, apreender 68 armas de fogo e 87 armas brancas, e encaminhar 217 pessoas às delegacias de polícia. Em contrapartida, 23 pessoas foram atingidas por balas perdidas e 47 bancos foram assaltados no mesmo período. Nos meses em que esteve à frente da secretaria, o general aumentou o número de policiais nas ruas - houve um reforço de 1.319 homens -, mas não reduziu a violência nos subúrbios da RMR. |
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