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GOVERNO III
Deputados lamentam a saída de Adalberto Bueno

Os deputados estaduais lamentaram ontem a saída do general Adalberto Bueno da Secretaria de Defesa Social. O líder do maior partido de oposição ao Governo na Assembléia Legislativa, o deputado Pedro Eurico, do PSB, considerou o fato um "retrocesso" para a administração estadual na tarefa de unificar as polícias civil e militar, uma das metas mais difíceis entregues ao general Bueno. "Nós sabemos da dificuldade de unificar as polícias, que é uma proposta correta. O general se sentiu inviabilizado nessa tarefa. Ele foi vencido pelo corporativismo das polícias, mas também pela falta de apoio do Governo", criticou Pedro Eurico.

O líder do PDT, José Queiroz, acredita que as expectativas geradas em torno da gestão Jarbas Vasconcelos superaram as ações executadas até agora. "Imagino o problema que isso vem criando dentro do Governo", disse. Sem atribuir êxito a qualquer ação da Defesa Social, Queiroz lamentou a saída do general Bueno, porque interpretou o episódio como um sintoma de que o "Governo não vai bem". "E, com isso, o Estado é quem perde", acrescentou. "Existe uma questão cultural que não foi vencida, nem devidamente trabalhada", interpretou o tucano João Braga (PSDB), dando a entender que a empreitada do general na unificação das polícias deve ter sido um elemento forte para a sua saída.

Os governistas Geraldo Coelho (PFL) e Afonso Ferraz (PSDB) - ambos representantes de uma das regiões em que mais se registra índices de violência, o Sertão do São Francisco -, foram os que mais lamentaram a saída do general Bueno. Para eles, a violência foi bastante reduzida quando o general assumiu a gerência da segurança pública. "Eu sou de uma região perigosa (Floresta) e tenho que admitir que vinha ficando muito melhor", disse Ferraz. "A violência diminuiu muito aqui (Petrolina). Eu estava andando nas estradas muito mais tranqüilo. E ninguém chegava a mim para reclamar, como antes", afirmou Coelho.

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Jornal do Commercio
Recife - 28.07.99
Quarta-feira