LG_jc.gif (3670 bytes)


GOVERNO IV
Saída do general Bueno agrada a entidades de direitos humanos

A saída do Secretário de Defesa Social, general Adalberto Bueno, agradou aos grupos de defesa dos direitos humanos que trabalham no Estado, como o Movimento Tortura Nunca Mais, Centro Dom Hélder Câmara (Cendhec) e o Gabinete de Assessoria Jurídica das Organizações Populares (Gajop). Mesmo para quem admitiu conseguir se relacionar com o secretário, como é o caso do Tortura Nunca Mais, a notícia não causou espanto devido ao desempenho que Adalberto Bueno vinha tendo à frente da pasta.

"Acho que já era esperado, principalmente, pelo corporativismo que envolve as duas forças. No decorrer do seu comando, o general demonstrou boa vontade em resolver os problemas. Ele estava aberto ao diálogo", disse Amparo Araújo, coordenadora do Movimento Tortura Nuca Mais. Mesmo ressaltando as qualidades do general Bueno, Amparo afirmou que até hoje não compreende porque o governador Jarbas Vasconcelos convidou uma pessoa das Forças Armadas para comandar a secretaria.

O representante do Centro Dom Hélder Câmara, vereador Marcelo Santa Cruz, não vê perda para o Estado com a saída do general. "Não tenho o que lamentar com a saída dele. As coisas estavam acontecendo sem controle. As prisões de crianças continuaram a acontecer. Além disso, a unificação não foi bem feita", disse Marcelo Santa Cruz.

Para o Gajop, faltou articulação por parte do secretário de Defesa Social para trabalhar com as duas polícias, a Militar e a Civil. "Nós sempre procuramos essa unificação mas, da forma como feita, não surtiu o efeito que esperávamos", disse Kátia Costa Pereira, diretora do Gajop.

_________________________________________


Jornal do Commercio
Recife - 28.07.99
Quarta-feira