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GOVERNO/JUSTIÇA II Esquerda unida no adeus ao militante Grivaldo Tenório O poeta popular e militante das esquerdas Grivaldo Tenório - autor de uma trilogia de cordel em homenagem a Che Guevara, Luiz Carlos Prestes e Gregório Bezerra - foi sepultado, ontem à tarde, no cemitério de Santo Amaro. Aos 64 anos, Grivaldo faleceu no final da tarde de segunda-feira (26). Ex-preso político, Grivaldo Tenório militou na esquerda desde jovem, distribuindo com os trabalhadores da Usina Central de Barreiros (onde seu pai trabalhava) a Folha do Povo, jornal do antigo Partido Comunista do Brasil (PCB). "Eu distribuía o jornal e sonhava com dias melhores para os camponeses. Só mais tarde, já no Recife, passei a fazer militância política no PCB e, depois, na clandestinidade, no PCBR", disse, numa entrevista ao JC em janeiro de 98. Prestista, Grivaldo Tenório escreveu o cordel O ABC de Prestes, que foi publicado com uma carta do Cavaleiro da Esperança ao autor. Depois, Grivaldo fechou sua trilogia com O ABC de Che Guevara e O ABC de Gregório Bezerra. Representantes de praticamente todos os partidos de esquerda estiveram presentes ao sepultamento: Fernando Ferro e Dilson Peixoto (PT), Moacir Dantas (PCB), Luciano Siqueira e Luciana Santos (PCdoB), Roberto Arrais e Ilo Jorge (PDT-partido ao qual Grivaldo era filiado) e o secretário municipal Chico de Assis (PMDB), que foi preso junto com o poeta logo depois do Golpe de 64. Pobre, Grivaldo vivia com uma aposentadoria de soldador. Ele fez questão de colocar em frente à sua casa a placa indicando o nome da rua - do desaparecido político David Capistrano -, na Vila Santa Luzia, na Torre. |
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