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AUTOPEÇAS II
Montadoras compraram 15% menos autopeças no trimestre

SÃO PAULO - Os fabricantes de autopeças amargaram uma queda de 15% nas vendas para as montadoras neste segundo trimestre, comparado aos meses de fevereiro, março e abril. Os dados do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes Automotivos (Sindipeças) contrapõe-se à previsão do presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), José Carlos Pinheiro Neto, de que haveria aumento de produção para elevar estoques na véspera do fim do acordo emergencial.

Segundo Paulo Butori, presidente do Sindipeças, a indústria opera hoje com 30% de capacidade ociosa. Ele estima que a situação continuará ruim até setembro. Ou pior, já que os fabricantes de componentes devem receber o impacto de aumentos de preços de insumos, que puderam ser controlados agora. Com a ajuda do governo, a indústria de autopeças conseguiu parcelar alguns reajustes de preços e protelar outros.

PRODUTOS QUÍMICOS - Mas o setor teve de absorver a elevação de preços de diversos produtos químicos. O nego-de-fumo já foi reajustado em 56% este ano. "Na área química nada foi protelado em razão da dependência excessiva do petróleo", destacou o presidente do Sindipeças. Butori lembrou que todos os programas de pedidos das montadoras são feitos com antecedência. "Temos ouvido que haveria mais pedidos nestes dias, mas até agora não houve qualquer alteração nas programações", destacou Butori.

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Jornal do Commercio
Recife - 25.07.99
Domingo