ARTESANATO II
As soluções de quem
vivencia o problema na pelePara
os artesãos de Trcunhaém soluções simples poderiam
dar vida nova ao pólo ceramista da cidade. Noêmia
Barbosa da Silva, presidente da Associação dos
Artesãos de Tracunhaém, explica que as melhores
oportunidades de venda se concentram nas exposições de
peças no Recife, em outras capitais ou mesmo nas feiras
do interior. Por isso, ela acredita que o Governo Estado
poderia ajudá-los através da aquisição de um veículo
para efetuar o transporte de mercadorias. "Se a
gente tivesse um caminhão pequeno ou uma caminhonete,
poderia trazer a matéria prima para cá sem pagar frete
e levar nossas esculturas para vender em outro lugar. Com
isso, os profissionais economizariam bastante e lucrariam
mais", sugere a presidente.
Para José Joaquim da Silva, o Zezinho,
o que mais atrapalha os artesãos é a queima no forno a
lenha. "A lenha é cara e as vezes é interceptada
pelo Ibama. A situação melhoraria se gente tivesse uns
seis fornos coletivos que funcionassem a gás natural ou
óleo diesel, para serem usados por toda a cidade",
opina Zezinho. Ele explica que o gás é pouco poluente e
que a queima fica mais bem feita. "A gente ia evitar
o desmatamento", alega. O prefeito de Tracunhaém,
Narciso Ferreira dos Santos, foi procurado pela
reportagem mas não foi encontrado. Segundo informações
oficiais da prefeitura, ele estava em Brasília, com
alguns assessores e quatro vereadores da cidade, tratando
de assuntos municipais.
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