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ARTESANATO II
As soluções de quem vivencia o problema na pele

Para os artesãos de Trcunhaém soluções simples poderiam dar vida nova ao pólo ceramista da cidade. Noêmia Barbosa da Silva, presidente da Associação dos Artesãos de Tracunhaém, explica que as melhores oportunidades de venda se concentram nas exposições de peças no Recife, em outras capitais ou mesmo nas feiras do interior. Por isso, ela acredita que o Governo Estado poderia ajudá-los através da aquisição de um veículo para efetuar o transporte de mercadorias. "Se a gente tivesse um caminhão pequeno ou uma caminhonete, poderia trazer a matéria prima para cá sem pagar frete e levar nossas esculturas para vender em outro lugar. Com isso, os profissionais economizariam bastante e lucrariam mais", sugere a presidente.

Para José Joaquim da Silva, o Zezinho, o que mais atrapalha os artesãos é a queima no forno a lenha. "A lenha é cara e as vezes é interceptada pelo Ibama. A situação melhoraria se gente tivesse uns seis fornos coletivos que funcionassem a gás natural ou óleo diesel, para serem usados por toda a cidade", opina Zezinho. Ele explica que o gás é pouco poluente e que a queima fica mais bem feita. "A gente ia evitar o desmatamento", alega. O prefeito de Tracunhaém, Narciso Ferreira dos Santos, foi procurado pela reportagem mas não foi encontrado. Segundo informações oficiais da prefeitura, ele estava em Brasília, com alguns assessores e quatro vereadores da cidade, tratando de assuntos municipais.

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Jornal do Commercio
Recife - 29.11.99
Segunda-feira