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VAREJO Comércio tem domingo fraco
Como já era esperado, foram fracas as vendas ontem, primeiro domingo de abertura das lojas do Centro do Recife. As principais razões apontadas pelos lojistas para justificar o pouco movimento foram a pouca divulgação do funcionamento do comércio no domingo e o fato de a maioria dos consumidores não ter recebido a primeira parcela do décimo terceiro salário. Com um nível de vendas de, no máximo, 20% do realizado durante a semana, a maioria dos lojistas se viu obrigada a baixar as portas antes das 15h. A programação era de que o comércio ficasse aberto até as 18h. As lojas de calçados e confecções foram os que mais se beneficiaram com a abertura ontem. Mesmo assim, na Rua Duque de Caxias, onde está concentrada boa parte do comércio desses segmentos, poucas lojas ficaram abertas a tarde inteira. "Eu e os vendedores estamos como peças decorativas. Só vamos ficar até as 18h porque foi determinado pela direção", disse o gerente da Esposende Calçados, Afonso Alves da Silva. Ele prevê, no entanto, que o movimento já aumente bastante no próximo final de semana. Tanto que todos os 44 funcionários da loja deverão trabalhar no próximo domingo. Ontem só trabalharam 20. Marcos Damião da Silva, gerente da Narciso da Rua Duque de Caxias, é outro que imagina ter um movimento bem maior no próximo fim de semana. "Sabíamos que o primeiro ia ser fraco, mas não esperávamos que fosse ser tão ruim. Só vendemos cerca de 20% de um dia normal", calculou o gerente. Ele apontou a falta de divulgação de que o comércio abriria ontem como um dos fatores que contribuiu para que houvesse um movimento tímido. A mesma opinião teve o diretor da Tutti Barretti, Ricardo Soares. Além de optar por abrir apenas três dos cinco pontos-de-venda situados no centro da cidade, nenhum deles ficou aberto até as 18h. As lojas da Rua Duque de Caxias e da Conde da Boa Vista só funcionaram até as 13h30 e a da Rua Nova fechou às 15h. "As vendas foram menores do que qualquer dia da semana", garantiu Soares. O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Eduardo Catão, declarou que a entidade não tinha obrigação de fazer divulgação da abertura no centro. Mesmo assim, foram investidos entre R$ 22 mil e R$ 25 mil só neste final de semana em comerial de TV, confecção de 2 mil cartazes e bandas de música para atrair clientes. "A abertura hoje (ontem) foi a pedido dos próprios lojistas", salientou. O presidente da CDL estima que a partir de domingo o movimento do centro seja bem maior. Para isso, ele aposta em fatores como a decoração das ruas, que será lançada esta semana. Serão investidos cerca de R$ 150 mil na ornamentação do Centro do Recife. A CDL, de acordo com Catão, bancará 30% desse total. |
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