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Cafeterias são ponto de encontro Geralmente, temos em mente que o ato de tomar chá exige mais tempo da pessoa. Por isso mesmo, é um verdadeiro acontecimento quando o anfitrião chama os convidados para partilhar e celebrar uma data marcante em torno desta bebida ainda considerada exótica para os nossos hábitos ou, simplesmente, promove um chá por causas beneficentes. "Serve também para a confraternização de um determinado grupo de pessoas. É um ritual na qual se aprecia a bebida vagarosamente", contextualiza a empresária Conceição Moura. O cafezinho, a paixão nacional, nunca é lembrado numa destas ocasiões, porém, se faz presente em qualquer tipo reunião, de negócios ou de amigos. Na rua, o café funciona como um breve intervalo do trabalho, ou como um `fast food', com sabor brasileiro. "É por isso que a hora do chá é mais apreciada por senhoras aposentadas. Elas têm mais tempo", teoriza o proprietário da cafeteria Revista Café, Fernando Lins. Há quem discorde de tudo isto. "Todas as duas refeições são muito rápidas. No entanto, acredito que o café requer mais tempo, pois ele sempre é acompanhado de um bolo, um salgado", pensa Maria Luiza da Cunha, colaboradora do Carpe Diem Coffee Shop São Braz, em Boa Viagem. Seja qual for o ponto de vista, já dá para perceber que o modo de tomar cafezinho vem mudando. Aquela famosa pausa rápida durante alguma atividade está cada vez mais se alongando. Não que as pessoas estejam com mais tempo, mas sim pela mudança de perfil das cafeterias. Elas não oferecem mais apenas um lanche rápido, estão se tornando casas de encontro. É o caso do Revista Café. Além do carro-chefe da casa, o cliente pode aproveitar para folhear as principais revistas e jornais do país e, ainda, se quiser, pode sentar em uma das quatro poltronas do local e bater um bom papo, enquanto saboreia os mais variados tipos de café: do rápido expresso ao italiano capuccino. "Os meus clientes estão se tornando amigos", revela Fernando Lins, explicando que muitos deles param para conversar o tempo todo. A idéia para este tipo de loja ele trouxe do Canadá, sendo uma das pioneiras no Recife, com dois anos de funcionamento. Nos shoppings e em outros locais da cidade já é comum encontrar este `coffee shop da leitura'. Outros atraem o cliente pelos apelos culturais, como é o caso do Café Poire, que abre espaço para exposições, ou o Café Adega com os seus shows de MPB. Há quem não saia do básico, mas, mesmo assim, agradando em cheio à clientela. O Carpe Diem e Cafeteria São Braz dos Shoppings são dois pontos dos mais requisitados do Recife quando o assunto é café. |
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