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TECNOLOGIA V Miniaturização auxilia os pacientes A medicina é uma da grandes beneficiadas pela redução dos sistemas eletrônicos. Desde o simples exame de sangue à desobstrução de veias e artérias, os novos sistemas sensoriais conferem mais rapidez na análise e solução da doença, conforto e precisão no diagnóstico. Um dos casos mais comuns da miniaturização dos equipamentos médicos é o dos de controle de glicose. Usando como sensor a enzima glicose oxidase, existe há algum tempo um aparelho portátil parecido com uma caneta que mede o nível de glicose no sangue, substituindo o tradicional exame de laboratório. Também há sensores do tamanho de uma cabeça de alfinete que dão o resultado em até 15 segundos e percentual de erro de menos de 1%. "Se fosse num laboratório, seria necessário, no mínimo, meia hora, além da presença de um técnico", afirma o bioquímico José Luiz de Lima Filho, que trabalha com biosensores na Universidade Federal de Pernambuco. O avanço da miniaturização também já permite a colocação de biosensores dentro do corpo do paciente para análise do Ph e níveis de uréia, creatinina e cálcio. A experiência é implementada junto com o catéter (tubo de plático especial com espessura de até um fio de cabelo para desobstrução de uma veia ou artéria) e já ocorre em serviços norte-americanos de urgência. No Brasil, o Hospital da Universidade de Campinas (Unicamp) faz testes com essa técnica para Ph e o cálcio. "Alguns desses chips têm durabilidade de 48 horas ou até sete dias", conta Lima Filho. A utilização de micro-robôs que seriam postos no corpo humano está sendo pesquisada pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. "A miniaturização facilita a vida do paciente. É um conforto fantástico", analisa o bioquímico. (B.M.) |
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