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TECNOLOGIA VII
HD de plástico vai armazenar 140 GB

Um dos objetivos mais incessantemente procurados, a redução física dos produtos não é a única pretensão das pesquisas científicas. Mundo afora, milhares de estudiosos buscam, diariamente, melhorar a qualidade e a capacidade de equipamentos já consagrados no mercado, muitos deles indispensáveis à vida moderna.

Unidades de armazenamento, por exemplo, são imprescindíveis para usuários de computador - seja um prático palmtop ou uma robusta estação de trabalho. A necessidade da cópia de segurança também tem ajudado a disseminar produtos destinados ao arquivamento de dados. Pensando nisso, as desenvolvedoras têm lançado com freqüência discos rígidos de alta capacidade, zip drives ou leitores de CDs graváveis e regraváveis.

Mas não basta ampliar a capacidade - e a indústria da informática tem se empenhado em descobrir novos materiais e novos meios de registro das informações, para que o espaço renda cada vez mais. A empresa norte-americana C3D, por exemplo, está pesquisando sobre um HD de plástico capaz de arquivar 140 GB de informações. Batizado de FMD ROM Disk, o dispositivo tem a aparência de um CD comum, a não ser pelo fato de ser transparente.

O diferencial do FMD ROM é o fato de ele ter 10 camadas, o que permite um volume muito maior de armazenamento de dados - num único disco, é possível gravar até 20 horas de vídeo, no formato HDTV. A título de comparação, um CD comum tem duas camadas e arquiva 650 MB de informações ou 75 minutos de áudio.

PORTÁTEIS - Para hardwares menores, como câmeras digitais e palmtops, a C3D está desenvolvendo o FMD Microm WORM (Escreva uma Vez, Leia Muitas, do inglês Write Once Read Many). Com 3 cm de diâmetro, o disco guarda até 4 GB de informações, mais do que suficiente para aparelhos portáteis.

Um dos obstáculos que complicam o desenvolvimento de equipamentos de armazenamento em pequenas dimensões é a falta de pentes de memória a preços acessíveis e que possam suportar uma grande quantidade de dados. A partir da tecnologia de multicamada fluorescente, a CD3 criou o cartão FMD ClearCard ROM (Read Only Memory ou Memória Apenas para Leitura), que tenta solucionar esses problemas.

Como um cartão de crédito, esse tipo de memória poderá facilitar bastante a construção de sistemas robustos para acesso a grandes volumes de informações armazenadas em modo óptico. A C3D enumera várias vantagens no equipamento: resistência a choques, baixo custo, interface amigável e aplicabilidade variada, desde games a livros eletrônicos. O protótipo inicial desenvolvido pela C3D é um cartão-ROM com 20 camadas, que juntas conseguem armazenar 10 GB de dados. (F.B.)

SERVIÇO

www.c-3d.net

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Jornal do Commercio
Recife - 24.11.99
Quarta-feira