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BRAZTOA Feira mostra tendências para este fim de ano Pacotes diversos para o Réveillon 2000 ainda estão sendo oferecidos aos turistas. Foi o que se viu no 12º Encontro Comercial da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), realizado nos dias 10 e 11, no Centro de Eventos São Luís, em São Paulo, com 94 estandes. Durante o evento, os operadores apresentaram a cerca de 1.200 agentes de viagem opções para quem ainda não comprou sua viagem e mostraram que, ao contrário do que muita gente pensa, é possível conseguir vagas em vôos e hotéis. O que acontece é que, apesar de se tratar da esperadíssima virada de 1999 para 2000, os brasileiros compraram, até o momento, menos viagens para o Ano Novo do que no mesmo período do ano passado. A causa maior é a desavalorização do real com relação ao dólar, que continua a prejudicar a atividade. Tanto é que a maioria dos resorts brasileiros já estão completamente lotados para o Réveillon enquanto sobram lugares nos pacotes para Paris. Paralelamente, alguns turistas preferiram deixar a compra para a última hora, esperando uma possível redução nos preços dos pacotes - o que, segundo o presidente da Braztoa, Ilya Hirsch, não deve acontecer. "O mercado pode oferecer facilidades de pagamento, não preços menores", declara. ALTERNATIVAS - O comportamento observado neste final de ano reflete a situação que o setor de turismo vem vivendo desde a queda do real e que deve se manter ainda por um bom tempo. O número de pacotes comercializados pelas 63 associadas à Braztoa (que respondem por 95% do volume de negócios realizados no mercado brasileiro) foi de 1,3 milhão em 1998, devendo chegar, no máximo, a 1,12 milhão em 1999. A duração das viagens, principalmente ao exterior, também caiu. O tradicional `mês na Europa' foi trocado por passeios mais curtos, com duração média de 7 a 12 dias. Como resultado, as operadoras filiadas à Braztoa esperam fechar o ano com faturamento de US$ 1,7 bilhão (contra US$ 2 bilhões registrados no ano passado). Uma alternativa para superar essa crise é o investimento no turismo nacional. "O futuro do trade é explorar nichos de mercado que ainda não são devidamente trabalhados, apostando na segmentação da atividade", ressalta Hirsch. Outro desafio é agregar valor aos pacotes. "Está mais difícil ganhar dinheiro e as pessoas estão mais seletivas. As agências e operadoras têm de oferecer algo mais para os clientes, investindo em qualidade e em produtos diferenciados". Essa atitude é essencial, também, para transformar em aliados veículos que podem ganhar ares de concorrentes, como a Internet. Através dos sites de companhias aéreas, hotéis e locadoras, os turistas podem fazer reservas, comprar passagens e garantir a hospedagem sem a participação de uma empresa de turismo. Cabe ao agente ou operador de viagem destacar-se, oferecendo mais garantias ao turista, assim como um serviço personalizado. Para discutir esses e outros temas relacionados ao desenvolvimento da atividade, a Braztoa introduziu no 12º Encontro Comercial um calendário de palestras. Foram realizadas duas discussões sobre a qualidade no turismo e a idéia é estender o projeto para os próximos encontros da entidade. Outra novidade apresentada foi a Braztoa Temática, com a participação especial de um destino no encontro. Quem inaugurou o programa foi Manaus, através da Fundação Municipal de Turismo. O órgão mostrou as atrações da cidade num estande diferenciado e ofereceu um jantar temático para os participantes do evento. A proposta da Braztoa, com esse tipo de promoção, é apoiar a divulgação dos destinos nacionais. Buscando uma maior interação com outras entidades de turismo, a associação de operadoras também disponibilizou, pela primeira vez, estandes para Associação Brasileira das Agências de Viagem (Abav) nacional e Abav-SP, Sindicatos das Empresas de Turismo (Sindetur-SP) e Associação das Agências de Viagem Independentes do Interior do Estado de São Paulo (Aviesp), além de abrir um espaço para o Procon. O próximo encontro será nos dias 23 e 24 de março do ano 2000. |
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