![]() |
![]() |
![]() |
HISTÓRICO Tudo começou em uma campanha eleitoral O lema era "Trabalhar para o Norte". A data, 3 de abril de 1919, uma quinta-feira. Fundado pelos irmãos João e José Pessoa de Queiroz, o jornal já nascia engajado em um ideal. Estava começando a campanha de Epitácio Pessoa para Presidente da República. O primeiro número circulou com doze páginas, sete colunas, e tinha um tamanho maior que o atual. Composto em linotipo, foi impresso numa rotativa Marione, modesta mesmo pra a época, importada da França. Estava ns bancas o Jornal do Commercio. Na primeira página, uma única foto, a de Epitácio Pessoa, junto com o seu programa de governo. Nas páginas internas, notícias da Paraíba, cotações de preços de alimentos, notas políticas, e as colunas Correio de Paris, Registro Social e Comentário Internacional. E os primeiros anúncios, sob os auspícios do Banco do Brasil, do Banco Auxiliar de Comércio, da Companhia de Seguros Phoenix Pernambucana, do Elixir de Inhame Goulart. Cada exemplar do JC foi vendido ao preço de cem réis. As oficinas e a redação funcionavam na Rua 15 de Novembro, 295, hoje Rua Imperador Pedro II. Quatro pessoas comandavam o jornal. O primeiro a ocupar o cargo de diretor foi Salomão Figueira. Odilon Nestor era o redator-chefe; Manoel da Silva Lobato, redator-secretário; e Francisco Pessoa de Queiroz, redator. A partir do segundo ano, o JC passou a circular também nas segundas-feiras, no formato de sete colunas e com novas seções e colaboradores. Publicou duas edições especiais. A primeira delas tratava, naturalmente, da eleição de Epitácio Pessoa. A outra, sobre o Rio Grande do Norte. Em março de 1920, anunciava a redução do tamanho do jornal e a aquisição de uma rotativa, muito mais moderna, com capacidade para imprimir "30 mil exemplares por hora". A primeira polêmica despertada pelo Jornal do Commercio aconteceu com os artigos do professor Joaquim Pimenta sobre o tema "Questão Social e o Catolicismo". Os artigos foram contestados pelo líder católico Francisco Barreto Campello, que acusou Pimenta de ter resumido e adaptado o livro "A Igreja e a Liberdade", de Emílio Bossi. Nesse mesmo ano, a empresa começou a publicar o Diário do Estado - hoje Diário Oficial - em suas páginas. Estreou também a seção de polícia, com o nome "Na Polícia e nas Ruas". E o primeiro espaço dirigido à crônica esportiva, "Telas e Ribaltas", assinado por João da Cruz Ribeiro. Em 1922, o JC silencia suas máquinas em decorrência da ameaça de quartelada promovida pelo governo federal. O motivo: o clima de revolução civil que se instaurou no estado durante a eleição para governador. O autor da ameaça é o próprio presidente Epitácio Pessoa, a quem o o Jornal dera aapoio incondicional durante a campanha. |
|