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HISTÓRICO III
"Ressurgindo dos escombros", dizia a manchete

Declarando-se "órgão independente e noticioso", o Jornal do Commercio voltou a circular em 30 de setembro de 1934. O local escolhido para a reinstalação do jornal foi o mesmo da antiga sede, na Rua 15 de Novembro, hoje Rua Imperador Pedro II. A primeira edição foi publicada em dois cadernos, totalizando 40 páginas. A primeira delas contendo anúncios comerciais, impressos em cores.

A terceira e a quinta página do primeiro caderno foram ilustradas com fotos. No texto intitulado "Resurgindo dos próprios escombros" foi descrito o ataque sofrido pelo JC quatro anos antes. "...começaram eles pelo escritório comercial, cujos livros, papéis e documentos, fichários e arquivos foram rasgados e destruídos.... a prova do mandato está em que sobre mais de vinte dínamo-motores, o prelo duplex tubular e todas as outras máquinas foi derrubado ácido sulfúrico...".

Com o objetivo de fazer um jornal apolítico, a empresa adotou como lema "orientar as massas, noticiar, divulgar, incentivar as boas e as sãs idéias, comentar tudo, fomentar o desenvolvimento de todas as atividades lícitas e produtivas". Dentro do novo lema incluía-se também a "ponderação, documentação e precisão do informe". A línguagem pretendida era "polida e limpa, extrema de choros de palavreado e despojo de expressão".

Em seu recomeço, o jornal distribuiu as seções nas páginas da mesma forma como eram postas em 1930. "Informações telegráficas" vinha na primeira página. No seu interior as manchetes e as tradicionais colunas "Ônibus", "Repartições Públicas", "Na Polícia e nas Ruas" e "Revista da Imprensa".

Na edição comemorativa aos 16 anos do Jornal, em 1936, mais uma vez é relembrado o empastelamento por ele sofrido. Com 32 páginas distribuídas em dois cadernos, uma ilustração mostrava o velho prédio em chamas e o novo prédio de sete andares.

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