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HISTÓRICO IV
Primeiros sinais do jornalismo moderno

As primeiras fotos diárias a serem publicadas na capa do Jornal do Commercio referiam-se a notícias internacionais e foram veiculadas no dia 3 de julho de 1956. A iniciativa de trazer imagens na primeira página fez parte da reforma gráfica que mudou o aspecto mantido pelo jornal durante 30 anos. Sob a direção de Esmaragdo Marroquim, o jornal ganhou uma nova roupagem e reduziu o tamanho de sua largura, de 41,5 centímetros para 35 centímetros. A altura foi mantida em 57 centímetros.

Na década de 60, o JC passou a ter o mesmo padrão do Jornal do Brasil. A influência do veículo carioca não se limitou às oficinas e à diagramação. Nas redações das matérias foram introduzidos o lide e o sub-lide, cada um com cinco linhas e contendo as respostas para as seis perguntas do jornalismo moderno: o que?, quem?, onde?, quando?, como? e por que?.

Repórteres e redatores participaram de cursos de especializações. Uma pauta diária passou a ser produzida pelo jornalista Wladimir Calheiros, na época chefe de reportagem. Todas as matérias eram revisadas por uma equipe de copidesques e a edição era responsabilidade de José do Rêgo Maciel Júnior.

Além de investir na capacitação de seus repórteres e redatores, o jornal criou um espaço para formação e incentivo dos repórteres amadores, a Central de Notícias. Com o objetivo de levar aos seus leitores as informações mais atuais do dia, o jornal passou a circular em dois clichês. O primeiro era destinado aos demais estados da Região e o segundo estava reservado aos leitores do Recife e cidades vizinhas.

Em 1967, o gerente industrial Vittório Langaná foi enviado para a feira de arte gráfica em Dusseldorf, na Alemanha. Langaná comprou equipamentos de última geração, modernizando o jornal de maior circulação no Nordeste. Passado dois anos, sua tiragem era de 29 mil exemplares nos dias úteis e 57 mil aos domingos. Hoje são 59 mil durante a semana e 103 mil nos finais de semana.

IMPRESSORA - A mudança gráfica do JC foi antecedida pela compra de uma impressora nova, em 1954. O equipamento fabricado na Alemanha, substituiu a Duplex Tubular e tinha impressão em policromia. Contendo duas dobradeiras, ela produzia simultaneamente dois jornais de 16 a 32 páginas, saindo os cadernos dobrados e contados em espaços de 25 exemplares.

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