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HISTÓRICO V Jornal inovou ao criar sucursais no Nordeste Durante a década de 60, o Jornal do Commercio foi um dos expoentes do jornalismo no Nordeste, junto com A Tarde, da Bahia, e O Povo, do Ceará. A cobertura feita pelo jornal abrangia diversas cidades da região e do interior de Pernambuco. Existiam sucursais em seis cidades: Caruaru, Natal (RN), João Pessoa (PB), Maceió (AL), Salvador (BA) e Aracajú (SE) - uma sétima ficava em Brasília. E correspondentes em São Luís (MA), Fortaleza (CE), Terezina (PI), Arcoverde e Garanhuns. O editor-geral do JC nesse período, Vladimir Calheiros, lembra que as Rádios Difusoras de Pesqueira, Garanhuns, Caruaru e Limoeiro serviam de apoio. "Estávamos sempre em comunicação. O que acontecesse nestes municípios era repassado para nós", conta Calheiros. O registro das notícias nacionais era realizado pela Rádio Press, que funcionava no Rio de Janeiro. Fundada por F. Pessoa de Queiroz, à agência foi criada para servir ao jornal. Passado alguns anos o noticiário nacional passou a ser fornecido pela JB. Enquanto esta agência ficava responsável pelas pautas do dia-a-dia, a Rádio Press cobria os acontecimentos que extrapolavam o interesse da empresa, como o aumento do preço do açúcar. As reportagens internacionais eram compradas à Associated Press e United Press. O primeiro editor de Regional foi Ivanildo Sampaio, atual editor-geral. Era ele quem pautava os repórteres e editava as matérias que chegavam. "Planejávamos as pautas com base nas informações enviadas pelo teletipo. Recordo que nas mortes de Kennedy e Che Guevara, Ivanildo acordou vários líderes políticos durante a noite, para repercutir suas mortes", afirmou Calheiros. Já Ivanildo Sampaio lembra que era prática da sua equipe a produção de cadernos especiais sobre outros estados da região: "Duas vezes por mês preparávamos especiais de 32 páginas. Era muito texto. As reportagens, em geral, enfocavam temas políticos e econômicos. Nas edições de domingo, trazíamos entrevistas com pessoas de destaque, como o Bispo de Crateus, no Ceará, Dom Fragoso. Assim como Dom Hélder, fazia forte oposição ao governo". CIRCULAÇÃO - Com a mesma eficiência que trazia informações sobre todo o Nordeste, o JC chegava até os seus moradores. Do Maranhão a Alagoas circulavam exemplares do jornal durante toda a semana. O transporte era feito de ônibus e de trem. Quando a impressão do jornal atrasava, perdendo a partida deste último veículo, era costume um encarregado ir até a estação mais próxima para encontrá-lo. Em alguns estados, como Alagoas, o jornal vendia cerca de mil exemplares aos domingos, e um pouco mais de 650 nos dias úteis. Eram números expressivos para a época. |
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