![]() |
![]() |
![]() |
HISTÓRICO VI Greve e jornal parado. Surge um novo JC Em 1987, durante 36 dias, o JC ficou sem circular. Repórteres, editores, gráficos e distribuidores cruzaram os braços para protestar contra os sete meses de salários atrasados. Funcionários da Rádio e da TV Jornal participaram da paralisação, marcando a história do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação - formado pelo jornal, seis emissoras de rádio e pela TV. Depois de passar por uma intervenção judicial, o sistema foi comprado por acionistas do Grupo Bompreço. Nos dias da greve, cerca de 10 pessoas invadiram o jornal e ocuparam a sala do diretor-geral, Gilson Silva. "Nos revezávamos para não deixar o prédio vazio. Na TV e na rádio, uma média de 35 pessoas faziam a mesma coisa", conta o presidente da Associação de Imprensa de Pernambuco (AIP), Carlos Cavalcanti. Na época, ele presidia o Sindicato dos Jornalistas do Estado de Pernambuco. Segundo Cavalcanti, o movimento contou com o apoio do povo e dos políticos pernambucanos. "Quando Marcos Maciel veio lançar um livro, no sindicato, fizemos um apelo a ele. Depois, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), Gustavo Queiroz, passou a comandar o contato com outras empresas para a compra do sistema. No 27º dia do movimento, o proprietário da Aky Disco, João Florentino, disse que tinha um comprador para a empresa. À noite soubemos que se tratava de João Carlos Paes Mendonça". Adquirido o jornal, o grupo promoveu os primeiros ajustes. Os salários atrasados foram pagos. Os débitos previdenciários, bancários e tributários, colocados em dia. Um mês depois, o JC voltou a circular com apenas cinco mil exemplares. Para arrumar a casa foi convidado o atual editor-geral, Ivanildo Sampaio, que saiu do Diário de Pernambuco para o Jornal do Commercio. "Eram grandes as dificuldades. Pela quarta vez se tentava remontar o jornal. Os profissionais não queriam vir trabalhar aqui e grande parte da redação havia sido demitida. A saída foi trazer amigos que tinham um duplo emprego. Também fui as universidades procurar os alunos mais talentosos para estagiar. Investimos neles e ensinamos tudo, desde a produção de textos até o fechamento de edições", relembra Sampaio. As mudanças no JC incluíram a montagem de um novo parque gráfico. Passado dois anos, as máquinas de composição a chumbo e impressão a quente, já ultrapassadas, foram substituídas pelo nylonprint e o off-set. Posteriormente, a redação foi informatizada. Há quatro anos, em mais um investimento, foi feita a aquisição de mais uma impressora, a Goss Community, que aumentou a capacidade de impressão do jornal. Ela imprime um caderno com no máximo 12 páginas, a uma velocidade de 30 mil por hora, com cores na frente e no verso. |
|