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HISTÓRICO VII A redação muda gradualmente sua rotina Do cadastro dos leitores até a pré-impressão das páginas do jornal, tudo passa pelo uso de computadores no Jornal do Commercio. Há dez anos, o JC começou seu processo de informatização e aposentou as máquinas de escrever usadas pelos repórteres e editores. Mas, não foram os jornalistas, os primeiros a se beneficiar dessa mudança. Ao criar a gerência de Informática, a prioridade da empresa foi sistematizar as assinaturas do jornal. "Os assinantes sempre foram os nossos principais leitores, por isso tiveram prioridade. Em paralelo ao sistema de assinaturas informatizamos a produção, que corresponde a pré-impressão, ao tratamento de imagem e a impressão do fotolito", afirma o gerente de informática, Alexandre Muniz. De acordo com ele, o jornal possui sete servidores, com capacidade de armazenamento de nove gigabytes. Dos seis PC's usados em 1989, atualmente são 235 espalhados por 24 departamentos. O primeiro editor de texto usado no JC foi o Carta Certa, um programa similar ao Word Star, que sofreu adaptações. Este software permitia que as provas das páginas saíssem prontas, faltando apenas a colagem das fotos e dos gráficos para que fossem feitos os fotolitos. Em 1995, acompanhando a evolução gráfica pela qual passava os veículos de comunicação no Brasil, o jornal passou a trabalhar com um programa de maiores recursos, o Atex. Em uso até hoje, veio possibilitar a impressão de provas com imagens. Para os repórteres, um dos avanços conseguidos com o Atex foi a amarração entre o tamanho do texto produzido por ele e o espaço que lhe é disponibilizado na página. "Antes, o repórter escrevia uma reportagem de 30 centímetros e estava arriscado a ter que cortá-la ou aumentá-la por que não havia uma interface comum entre os programas de edição de texto e de paginação. Hoje, ele redige a matéria sabendo quantos centímetros ela deve ter, exatamente", destaca Muniz. Até o final do ano, o sistema de informática da redação será substituído. Uma comissão formada por jornalistas e profissionais de outros setores está discutindo qual produto será adotado. O novo programa deverá ofertar vantagens como o acesso à Internet em todos os terminais, consulta à paginação sem se locomover até a editoria de Arte e armazenamento de arquivos em rede por mais tempo. Com passos firmes na era da informática, o JC foi o primeiro jornal do Brasil a entrar para a Internet. Em dezembro de 1994, os internautas assistiram a sua estréia na grande aldeia. No primeiro ano, os navegadores só puderam acessar a primeira página, Ciência/Meio Ambiente e Informática. "Nessa mesma data entramos para a BBS da Net PE, que agora é um provedor. Depois de nós, o segundo a chegar na rede foi o Jornal do Brasil", afirma Celso Calheiros, primeiro editor de Informática do JC e um dos responsáveis por essa iniciativa. |
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