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O JC HOJE IV Carnaval é alvo de edições especiais Por muitos anos em Pernambuco, jornalistas não trabalhavam durante o Carnaval. O Jornal do Commercio mudou esta prática em 1992, quando passou a circular durante toda a festa. "Nós entendemos que a cidade não podia ficar quatro dias sem jornal", conta Ivanildo Sampaio, editor geral do JC e responsável pela mudança. "Era uma questão de respeito ao leitor, principalmente ao assinante, que paga uma assinatura de 365 dias e tem de receber o jornal todos os dias do ano". Até então, o Galo da Madrugada, no sábado, era o último grande evento carnavalesco a ser coberto, com a matéria publicada na edição de domingo. Depois, o jornal só voltava a ser publicado na quinta-feira. Isso mudou em 2 de março de 1992, uma segunda-feira de carnaval, quando o JC circulou com 12 páginas. "Naquela época ainda se dava mais atenção à cobertura de bailes sociais", lembra Roberto Tavares, editor geral adjunto do JC, que participou de coberturas carnavalescas desde então. A folia estourava principalmente no centro do Recife, enquanto a festa de Olinda e Boa Viagem apenas começava a ganhar a força e popularidade de hoje. Desde então, a cobertura feita pelo Jornal do Commercio é tão festiva quanto o evento. "Durante o carnaval, o índice de leitura do material não-carnavalesco é bem baixo. Se a gente vive na terra do Carnaval, o que o povo quer mesmo é saber sobre a festa aqui e em todo Brasil", explica Tavares. Fazer uma cobertura de Carnaval, no entanto, exige um planejamento cuidadoso. A redação, que normalmente conta com 160 profissionais, trabalha com cerca de 40 pessoas. "E como as coisas não funcionam normalmente no Carnaval (serviços, repartições públicas, trânsito), se a equipe não se programar com antecedência, o jornal não sai", revela Cícero Belmar, editor executivo do jornal. Para que tudo dê certo, uma escala de trabalho é preparada 15 dias antes da festa. Embora as seções de Economia e Política não sejam publicadas no Carnaval, editores e repórteres destas e de outras editorias são chamados para dar suporte ao caderno Cidades, principal responsável pela cobertura de Carnaval. |
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