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URBANISMO
Nas filas, nas vilas, favelas...

por VERÔNICA ALMEIDA

Dos charcos aos aterros. Das vilas às favelas e condomínios verticais. Do bonde ao moderno metrô e às desajeitadas kombis-lotação. Recife mudou de cara, de costumes e de destino nestes 80 anos. O ritmo é apressado, a pé ou de carro. Em vez de pequenas ruas, agora são largas avenidas, algumas já saturadas. As pontes - eternos cartões postais da cidade cortada pelo Capibaribe - vão se multiplicando. E já falam até em via expressa com cobrança de pedágio. A paisagem mudou, mas não esconde as conseqüências das transformações que se deram sem planejamento. Apenas 20% da população é atendida por sistema de esgoto, uma parte considerável vive em barracos alagados ou na encosta de morros. O desemprego é de 7% e ainda se morre de doenças do passado, como tuberculose, cólera e leptospirose. Inchada e com poucas áreas verdes preservadas, a cidade vive o desafio de aproveitar melhor os espaços. Nessa reportagem você vai conhecer as principais mudanças que aconteceram no Recife, para onde ela cresce e as opiniões de quem é testemunha dessa história.

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VERÔNICA ALMEIDA Repórter sênior do caderno Cidades, assina as grandes matérias sobre saúde e educação, áreas pelas quais é responsável. Sua carreira no JC começou em 1987. Passou uma temporada como repórter da sucursal do Jornal do Brasil, no Recife, entre 1992 e 1993, voltando ao JC em 1995.