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URBANISMO III
De pequena ilha portuária a capital de Pernambuco

Banhada pelo Oceano Atlântico e cortada pelo Rio Capibaribe, Recife nasceu como uma ilha portuária, no século XVI, quando os portugueses iniciaram a colonização no Brasil. No início, servia de ancoradouro natural a Olinda, sede da capitania comandada por Duarte Coelho, e era chamada de o Arrecife dos Navios.

O Arrecife foi crescendo de importância à medida em que foram aparecendo os engenhos de açúcar na Várzea do Capibaribe. Era o terminal de onde se exportava a produção, segundo cita Leonardo Dantas, no livro Recife: Uma História de Quatro Séculos.

Com o movimento no ancoradouro, foi surgindo o povoado. O porto escoava não só o açúcar, mas também o pau-brasil. Foi alvo da invasão de franceses e holandeses. Os últimos, que dominaram a cidade por 24 anos, a transformaram na capital do Brasil Holandês. A melhor fase do domínio dos holandeses foi vivida com o príncipe Maurício de Nassau. Ele iniciou a construção de uma nova cidade na Ilha Santo Antônio, a qual deu o nome de Mauricéia. Além da construção de pontes, casas e palácios, catalogou a fauna e a flora. Organizou o primeiro jardim horto zoobotânico, no atual Praça da República.

Um século mais tarde Recife tornou-se vila, chegando à categoria de cidade em dezembro de 1823. A condição de capital pernambucana, antes reservada à vizinha cidade de Olinda, foi conquistada em 15 de fevereiro de 1827, por resolução do Congresso Geral da Província.

Com exceção da zona portuária que já era um núcleo urbano compacto, a cidade tinha até o século passado uma ocupação dispersa, entre mangues e alagados. Na primeira metade do século 20 é que o Recife começou a se expandir, com o aumento do número de habitantes e a abertura de ruas.

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