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CHEFIA DE REPORTAGEM
De olho em toda a produção jornalística

O chefe-geral de reportagem, aqui no JC, é aquele cara que se mete em tudo na redação. Não que eu seja um sujeito enxerido. É que a função básica da Chefia Geral de Reportagem é a de articulação com todas as editorias. O que significa, digamos, "carta branca" para dar pitacos em pautas, fotos, artes, edição, texto.

Apesar da tarefa aparentemente ingrata, aqui o pessoal me suporta sem muitos problemas. Os mais engraçadinhos dizem que eu dou pitaco, mas não mando. E não mando, mesmo. Quem manda pra valer é Ivanildo, Roberto, Belmar. Eu apenas ajudo a mandar. Sou uma espécie de assessor dos comandantes da redação, estes sim, os manda-chuvas.

Gosto do que faço, não porque ajudo a mandar, claro. Mas porque tenho a oportunidade de participar de toda a produção jornalística: da primeira até a última página. Das conversas com os repórteres, passando pelas boas discussões com os editores.

Tem sido uma grande experiência, mas nem sempre foi assim, nesse cargo. Cheguei aqui como repórter de Cidades, vindo da Sucursal Recife da Revista Veja. Antes havia passado pela redação do Diário de Pernambuco, como repórter de Economia, e da Folha de Pernambuco, na versão de 1988, como repórter de Cidades.

No JC, fui da reportagem para a subeditoria de Cidades, depois para a Chefia de Reportagem de Cidades, depois para a geral. E hoje cá estou, nesta edição histórica, comemorando os 80 anos do nosso JC com os nossos leitores, que têm decidido o jogo a nosso favor.

Laurindo Ferreira
Chefe de reportagem

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